SEUR, códigos postais e o meio rural

Hoje tive o enésimo caso em que numa entrega a domicílio (SEUR, por sinal), o código postal indicava uma localidade diferente. Mesmo apesar de que os liguei várias vezes, afinal o pedido foi entregue... na casa que não era.

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Caça e aborto

Mais um exemplo da moral lata da classe conservadora galega. O aborto de uma menina aos 16 anos sem informar os pais merece uma revisão da legislação aprovada polo anterior governo. Pouco importa que as relações sexuais consentidas sejam plenamente legais no Estado espanhol a partir dos 14 anos, ou que com 16 anos de idade já se tenha plena consciência de muitas questões, mesmo para arriscar a tomar decisões em solitário.

Porém, estes mesmos conservadores consentem que um menino ou menina de 14 anos já possa participar numa caçaria. Resulta paradoxal isto quando, com idêntica idade, um menor nem sequer por provar um grolo de álcol ou guiar um veículo de motor. Da Junta aclaram que, contudo, até os 16 anos o menor continuará sem poder empunhar uma arma de fogo, mas na mesma continua a ser a assunção de um risco desnecessário, para lá de inculcar um hábito, o da caça, mais do que discutível, sobretudo sabendo como decorre habitualmente nos montes galegos: cumprimento mais do que discutível da normativa vigente e quase total ausência de contróis sobre quem praticam a atividade.

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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

TVG: Valença do "Miño" e SMS em espanhol

Este meio-dia produziram-se dous episódios com o Telexornal que me deixaram bastante indignado. Um deles foi uma peça informativa para informar acerca dos saldos em Portugal (que se adiantam, por se há pessoas interessadas!), que incluíu uma conexão em direto desde Valença "do Miño". Sim, leram bem. A localidade vizinha transmutou-se num híbrido portunhol. Nem o corretíssimo Valença do Minho nem a deturpação Completa Valenza/Valencia do Miño, mas o caminho do meio.



O outro, uma notícia sobre a chegada das SMS grátis. Em rigor, notícia não é, pois serviços tipo WhatsApp existem desde há meses, e antes deles já estavam as mensagens diretas via Twitter ou outras redes sociais. O certo é que, nos últimos anos, as festas invernais eram sinónimo de investimento em bastante dinheiro em SMS. Este ano não foi o caso, imagino que daí a notícia. Mas o caso é que a TV pública da Galiza perdeu uma magnífica oportunidade de cumprir com a sua missão, a qual é a normalização do galego. Normalização, e, porque não?, transmissão de uma imagem moderna do idioma. Pois bem, toda a notícia esteve cheia de referências alheias, desde terminais móveis com menus em castelhano a um texto de SMS redigido nessa língua ou um dicionário... de língua castelhana, é claro.




É difícil em tão pouco tempo cometer mais atos de desprezo contra a língua própria do País. Desleixo ou ignorância? Tanto me tem. É indignante, e episódios como estes, por desgraça, são bastante frequentes. E mais que serão, suspeito, quanto mais pesar a tesoura privatizadora sobre o público. Porque querem roubar-nos o que há.

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Sábado, 31 de Dezembro de 2011

SEUR, códigos postais e o meio rural

Há tempo que tenho problemas com alguns serviços web nos quais introduzes um código postal e eles, automaticamente, preenchem dados como a freguesia ou o Concelho. Isto, que poderia parecer uma comodidade, traz importantes complicações no meio rural. Uma destas empresas é SEUR. Por exemplo, se eu lhes redijo uma queixa online e meto o código postal "27256", preenche a freguesia de Pácios, no concelho de Castro do Rei. Mas esse código postal é compartilhado com Outeiro, no mesmo concelho. Se meto "27258" sai-me Quintela, mas idêntico código é comum a Bazar e Coea.

Este autocompletado também aparece ao realizar envios, e é um sistema que usam cada vez mais empresas. Podes redigir uma nota marginal ou observações em que indiques estes supostos, mas a minha experiência diz-me que, polo geral, são ignoradas. Hoje tive o enésimo caso em que numa entrega a domicílio (SEUR, por sinal), o código postal indicava uma localidade diferente. Mesmo apesar de que os liguei várias vezes, afinal o pedido foi entregue... na casa que não era. Por sorte não se equivocaram de freguesia (porque os liguei para dar instruções claras), mas mesmo assim acabou por ocorrer um erro.

Que várias freguesias partilhem CP é normal, baste olhar para as cidades... mas ali contam com um sistema nomenclatura de ruas e numeração de edifícios que não dá pé a estes equívocos. No rural não temos ruas, pois a estrutura populacional é em aldeias, as quais têm nome, mas muitas vezes nem sequer há um indicador a respeito... e temos números nas casas, mas mesmo há casos em que isto tampouco é suficiente.

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