Vulgarismos do castelhano e do ‘português’, formas cultas ILG-RAG

A seguir colo uma PEQUENA lista de vulgarismos do castelhano e do ‘português’ que a norma ILG-RAG adopta como formas cultas com um critério mais do que duvidoso (isto é, diferenciar-se por sua vez das normas cultas castelhana e portuguesa). Não estão todos e haveria muitos mais, mas bastem estes como exemplo das incoerências normativas ILG-RAG e do afã diferencialista e acientífico.

  • Dende, um conhecido namekusei-jin
    Dende, um conhecido namekusei-jin

    Nin: Em Portugal e Espanha também se regista o vulgarismo ou dialectalismo nim/nin. Escolha diferencialista frente a NEM (pt) e NI (es).

  • Ata: A única forma registada na Idade Média na Galiza é, em todo o caso, atá, segundo tem demonstrado Martinho Montero Santalha. Na Galiza ainda hoje podem-se ouvir ATÉ e  ATE. Escolha diferencialista ILG-RAG frente a ATÉ (pt) e HASTA (es).
  • Dicir: Forma dialectal frente a DIZER (pt; também usada na Galiza) e DECIR (es). Surpreende que não escolhessem, por exemplo, a forma DEZER, também existente na Galiza.
  • Dende: Vulgarismo amplamente documentado em diferentes dialectos castelhanos. Escolha diferencialista frente a DESDE, forma maioritária na Galiza e comum (e coerente) com toda a România. Contudo, DESDE também é aceite na norma ILG-RAG, mas…
  • Vostede: Directamente, uma forma criada no século XX a partir da forma vulgar castelhana vusté/vosté. A forma correcta, VOCÊ, procede do antigo VOSSA MERCÊ. A forma VOSTEDE, com essa sequência -ST-, só poderia vir de VOST-… de vosté, é claro (em castelhano estão documentadas as formas dialectais usté, osté, vusté, vosté… face à única forma culta USTED).
  • Segundas pessoas do singular do pretérito perfeito acabadas em -s: Refiro-me a formas como “andaches”, “viñeches”, “puxeches”… quando as normas cultas portuguesa e castelhana, com mais séculos de tradição, assinalam que estas terminações em -s são vulgarismos. Mas como impera o diferencialismo…
  • Tamén: Em todas as línguas latinas ibéricas existem formas irmãs de ‘tamén’. Em Portugal registamos ‘tamém’ (face à culta TAMBÉM), em castelhano ‘tamién’ (face à culta TAMBIÉN), em catalão ainda ‘tamé’ (face à culta TAMBÉ). Os criadores da norma ILG-RAG, mais uma vez, optam pola forma vulgar TAMÉN face à culta TAMBÉM (ou “tambén”, como deveria ser na sua normativa).
  • arriba o diferencialismo! 🙂
    a diferenza é o que nos fai ÚNICOS fronte a españois e portugueses
    se fósemos un dialecto do portugués, non seriamos “patrimonio da humanidade” 😛

    o de defender “também” en fin… flipo
    iso quen o di en galicia?
    reintegratas only
    bueno… nin os reintegratas din iso

  • Au contraire, Alema. Nós não precisamos ser únicos face a espanhóis e portugueses, o que precisamos é que o galego seja galego, que seja uma língua séria, e que tenha UTILIDADE.

    Para garantir as particularidades das falas galegas não precisamos elevar à categoria de cultas formas que são vulgares no resto do nosso diassistema linguístico e, muitas vezes, minoritárias na própria Galiza.

    O diferencialismo é um critério político, não científico. Refutas, pois, a minha tese de que a normativa isolacionista tem afã diferencialista, obrigado 🙂

    “Também” é a forma culta de “tamém”. Em muitos dialectos do castelhano ninguém diz “también”, mas “tamién”, sobretudo nas zonas rurais. Mas a escolarização universal em castelhano fez com que muitos dos vulgarismos utilizados nessas áreas dialectais se substituíssem polas formas cultas. Assim, já pouca gente diz de forma espontânea “vusté” (por “usted”) ou “tamién” (por “también”).

    “Também” ainda se diz espontaneamente na Galiza, mas só em zonas próximas de Portugal. Cumpre salientar que nas zonas rurais do norte de Portugal ainda é possível ouvir “tamém”, forma amplamente documentada. Não se trata, pois, de nenhum particularismo galego mas, como digo, de um vulgarismo próprio de áreas rurais da Galiza, de Portugal, de Castela, do Aragão, de Astúrias… e também da Catalunha.

    É um vulgarismo que se mantém com força no nosso país porque durante séculos carecemos de uma norma culta. E perviveu também nessas áreas rurais acima mencionadas porque a escolarização universal em Portugal e na Espanha chegou numa data relativamente recente (há menos de cem anos).

  • bertus

    E sigue na súa teima nas falacias de que “vostede” é forma menos culta ca vulgarísima “voçê” e do século XX.
    “Non”, “mais”, “respecto”, “vostede”, “despois”, “coñeciamos ou habiamos” (sen acento). Aí seis formas máis cultas do galego sen buscar moito.

    E repito, sen descartar ca o “t” da forma hipergaleguizada “vostede”, poida ser un castelanismo, existe no catalá “vosté”. Castelanismo tamén? Catalanismo no galego? Por que non? A fin de contas “greve” e “ecrám” (non lusismo coma sositña vde. aí atrás) son francesismos no portugués.

    E a ver se lle fica claro dunha vez que unha palabra, en principio, non é susceptible de ser máis inculta por estar máis castelanizada (“vuestra” non é menos culta ca “vosa”). Esa é unha cuestión distinta. Ademais o vulgarísimo “voçê” é posible que sexa tamén un castelanismo dobremente: (1)porque a expresión “vuestra merced” aparece extensamente repetida no Cid, moito antes de que apareza na idade media “vosa mercê” a penas dúas veces rexistrado, e porque “merçê” é un castelanismo fronte as formas máis cultas e galegas “mercede”, “merçee” ou “merçé”, palabras xa rexistradas no galego medieval.

  • bertus

    Tatúeo na fronte: “vostede” é inequivocamente forma máis culta ca “voçê” e “usted”.

    Ao parcecer só é máis vulgar ca “vostra mercede” italiana.

    Se “vostede” é un castelanismo, en caso ningún será un vulgarismo de “usted”, senón sempre unha forma máis culta e en todo caso unha culturarización do mesmo.

  • bertus

    onde digo “inculta” quixen dicir “vulgar”, que non é o mesmo referindo a palabras.

  • Que uma forma seja mais próxima do latim não quer dizer que seja mais culta.

    Tatue-o na frente: VOSTEDE é um castelhanismo. E procurar-lhe uma origem “culta” é apenas justificar o injustificável. Pola mesma regra de três, “rodilla” seria um cultismo e não um castelhanismo porque provém do latim ROTULA.

  • one2

    Eu cuido que cando ũa forma («tamém») passa a ser usada por praticamente todos (e sem influéncia do castelão) deixa de ser vulgar e converte-se na forma culta.
    Que senom ainda haviamos estar a falar latim.

  • one2

    Mais isso de «vostede» existe nalgures antes do século XX?

    Porque se nom existe só é um castelanismo estilo «conexo».

  • One2, até há 50 anos a maioria do norte de Portugal dizia “tamém”, mas a existência de uma norma culta no país faz com que hoje em dia a imensa maioria diga “também”. E como esse, muitos outros casos, em Portugal, na Catalunha, na Espanha…

    E “vostede” o único que tem de galego é que é um termo inventado por “filóloxos” galegos, mas inexistente totalmente na fala, carente de documentação histórica que a apoie… uma caralhada com tal de não usar “você”.

    • one2

      Isto é, a norma lisboeta deturpou os dialetos do norte de Portugal…

      Arrazoemos um pouco, esse argumento bem pode ser o da rag dezendo que -cion é a forma culta que evoluiu de -çon.

      Em resumo, em galego da Galiza evoluiu-se pra «tamém», «também» só é um arcaísmo mui arcaico de dios.

  • Não creio que se possa considerar “também” arcaísmo, porque seria como dizer que “també” (catalão) ou “también” (castelhano) são igualmente arcaísmos (como já tenho assinalado, “tamé” e “tamién” estão amplamente documentadas).

    • one2

      Em galego o «tamém» substituiu o «também», cousa que cuido que nom se pode dizer que passe no castelão co «tamién».

      Do estraviz:

      Arcaico
      Diz-se de tudo o que é ou parece muito antigo ou fora de uso na actualidade

      Logo na Galiza «também» é arcaico 😀

  • bertus

    “Que uma forma seja mais próxima do latim não quer dizer que seja mais culta.”

    Que quere dicir logo? Pero non lle quedou claro?

    Culto:
    “Diz-se das palavras ou expressões adaptadas directamente do latim ou grego sem sofrerem a evoluçom normal do idioma no que entram a formar parte.”
    Estraviz.

    “Pola mesma regra de três, “rodilla” seria um cultismo e não um castelhanismo porque provém do latim ROTULA.”

    Pero mira que es testán! que empanada metal! por deus! Imos (apunta “imos” coma outro cultismo no galego) ver, que unha palabra sexa castelanismo non é condición “sine qua non” (toma cultismo!) non poida ser culta. Estás confundido. Mesturas papas con verzas. Nun mesmo idioma pode haber, e de feito hai no galego, no portugués ou no catalán (aínda que tamén sucede á inversa), castelanismos máis cultos e castelanismos máis vulgares. Un castelanismo pode ser máis ou menos evolucionado respecto do latín ca propia palabra no galego, se é que existe (que non é o caso do vulgarismo “voçê” alén de na casa de Concha Russia. Ademais “vosê” en portugués non ten significado e uso equivalente a “vostede”).

    Como veño tratando de explicar, a cuestión de se a lingua está máis ou menos castelanizada é outra ca de se está máis ou menos vulgarizada ou evolucionada do latín.
    Como viches nos exemplos, hai palabras no galego máis cultas ca no portugués e, coma ti puxeches nalgún exemplo ( non me refiro ao de “vostede” e “depois”), o mesmo ocorre co castelán respecto do galego e do portugués. É que esas e outras diferentes evolucións e graos de vulgarismos son os que van probando nunha medida importante que existen distintos romances.

    E repito que non nego a hipótese do castelanismo “vostede”. Nunca a neguei, pro aínda non lla vin fundamentar filoloxicamente de maneira que fique descartada a opción de catalanismo. Mais que rigor filolóxico vexo cegueira fundamentalista. A árbore (o castelán) impide vela fraga. Ou quizais quedou nunha póla dende a cal lle é impedido ver a raíz, o tronco e as outras pólas.

    Se entendes “culto”, coma a acepción 3 do Estraviz (Diz-se das palavras ou expressões usadas só na língua literária ou por pessoas instruídas), a solución fica fóra da filoloxía e é tamén ben sinxela: “vostede” e tódalas formas que ti dis vulgares son cultas na medida en que son empregadas por xentes cultas (académicos, científicos, escritores, catedráticos, etc.) e institucións (academia) en rexistros cultos en Galicia no idioma galego. Non ocorre o mesmo con “rodilla”. Pero aí vense precisamente os prexuizos dos lusistas en negar a realidade, en negar a existencia do máis relevante cuantitativa e cualitativamente da Cultura (ciencia, literatura, filosofía, arte, etc.) galega. En negar o feito desde o Rexurdimento ata hoxe. O feito no cal Rosalia, Pondal, Novoneyra, Ferrín ou Chus Pato erguen a fala popular a lingua culta é algo que se nega categoricamente.
    Seguindo esta definición, vemos como moitas veces os escritores recorren a estranxerismos de escaso uso na fala como marca culta. Na literatura galega é máis infrecuente que se recorra ao castelán, mais no portugués temos o caso de Saramago, que tira bastante do castelán. E ás veces estas expresións cultas dos escritores chegan tamén a se facer populares.

    • bertus

      *coma ti puxeches nalgún exemplo *tamén existen palabras máis cultas no portugués ca no galego (e continúa), ocorre o mesmo co castelán…

  • ADAPTADAS DIRECTAMENTE DO LATIM, mas não ADAPTADAS DIRECTAMENTE DO CASTELHANO nem tampouco EVOLUÍDAS DIRECTAMENTE DO LATIM. Estuda filologia antes de dizer estas cousas, ok?

  • bertus

    Aínda que cursei créditos e materias en filoloxía (aparte de que na miña especialidade son comúns os argumentos e digresións que levan á reflexión filolóxica, especialmente á latina, grega ou alemá) recoñezo a miña total ignorancia no asunto. Inda así non vexo suficiencia ningunha en ti como me pra dar clase.

    Efectivamente, “vostede” non é un cultismo en senso estricto, pero si (castelanismo ou non) unha forma máis culta ca os vulgarísimos “voçê” ou “usted”. O que contradí a súa tese.
    Que “vostede” e “dempois” son “vulgarismos” é certo respecto do latín, obviamente, mais non respecto do portugués e/ou castelán como sostés.

  • E quê tem VOCÊ de vulgar, na tua opinião, forma utilizada por mais de 200 milhões de pessoas ;)?

  • one2

    A quem lhe importa se «vostede» é máis culto ou nom que nom sei quem 😀 se tem todas as pintas de palavra castelã galeguizada de má maneira (o que vém sendo um castelanismo :-D). Eu ainda nom vim exemplo de uso nengum de «vostede» antes dos escritores-inventores do Rexurdimento.

    E tendomos «você», que sabemos que é galego como vimos nos flames de vieiros //www.vieiros.com/columnas/opinion/601/carta-a-tourino#comentario-62 xD cal é o problema?

    O problema é que a rag fai como se nom existisse «você» e emprega palavras duvidas coma «vostede».

    • bertus

      A min impórtame como curiosidade, como coñecemento. Dende logo non me preocupa como lle parece preocupar ao autor da noticia. Eu só vin destacar o que é a todas luces falso: que “vostede” sexa vulgarismo respecto a formas como “voçê” ou “usted”.

      A súa hipótese, non lla nego, pero esa é outra cuestión a de se é máis ou menos culta que era a tese principal do artigo que estamos comentado. Que é un castelanismo galeguizado? pode ser. Nese caso é asimesmo un castelanismo culturizado.

  • Pingback: :: madeira de uz | A norma culta ILG-RAG: enxebrismo, espanholismo, antilusismo, pailanismo()

  • Tanto dá você ou vostede, se ninguén fala iso na rúa. Os que non son filólogos din USTÉ. E tan cheos.

  • Os que non son filólogos din USTÉ. E tan cheos.

    E, acredita, alguns que são filólogos (e até do ILG!!), também ;)!!

  • bertus

    Penso eu que se o concepto filolóxico de cultismo non admitise graos de adecuación ou de aproximación a el por parte do obxecto, quero dicir, nunha palabra, se dicimos que o cultismo ou é ou non é de xeito radical, sen lugar ás medias tintas, non existiría o concepto de semicultismo. Isto non quere dicir que non sexa necesario clarifica re delimitar do xeito máis preciso tal concepto.

    “E quê tem VOCÊ de vulgar, na tua opinião, forma utilizada por mais de 200 milhões de pessoas ;)?”

    Tampouco debemos confundir a forma culta, o cultismo (o seu concepto filolóxico) co popular. En castelán “rápido” é un termo moito máis popular ca “raudo”, mais aquel é cultismo e este vulgarismo del derivado. E quizais algún escritor, na procura dun estilo máis culto (pasamos agora á definición 3), prefira usar, antes ca o popular e culto “rápido”, o patrimonial “raudo” (nós se non queremos usar “rápido” podemos recorrer a “axiña” que si debe ser cultismo). Emporiso unha voz de trazos patrimoniais pode ascender ao estilo máis aristocrático ou artisticamente rebuscado e, por outra banda, unha voz en principio culta ou cortesá descer á fala rústica. Algún destes casos asemellarase ao que acontece coa forma “vostede”? Pregunto pola orixe mesma: Burgueses cataláns? Escritores galegos do XIX? Castelanismos agalegados polas clases populares?

    Vivan os vulgarismos! Vivan os cultismos! Viva Babel!

    P.S.: E lembre que, aínda que é moi rara a posibilidade de que na súa vida chegue a falar con máis dun millón de persoas, cando vaia falar con eses 200 millóns de persoas nos seus soños húmidos, “voçê” non significa o mesmo ca “vostede” nin se usa igual.

  • Vossa Mercê

    No Morraço, que até onde eu sei é uma comarca galega, disse “também”, “fechar”, “muito”, “chuva” e sesseiam, como o resto de lusófonos.
    O quê fazemos com eles? Os expulsamos a Portugal? Metemos-lhe na testa a forma correcta da ILG-RAG para que voltem ser galegos?
    Ao melhor é que os velhos do Morraço som todos reintegracionistas…

    E aos de Ourense que dizem “cantais”, “bailais”, “quatro” (como em português), em vez de “cantades”, “bailades” e “catro”?

    E esses galegos que dizem “irmao”, “mao”, “chao” “vrao” (verão) (como em português) em vez de “irmám”, “man”, “cham”, “verám”?

    E esses galegos orientais que dizem cousas como “pantalois”, “ladrois” ou “macarrois” que soa igual que um lisboeta dizendo “pantalões”, “ladrões” ou “macarrões”?

    Aguardo impaciente uma resposta.

    • “Cantais” (forma verbal do presente) diz-se, na Galiza, como mínimo do rio Návia ao Tambre 😉 É claro, muitas vezes alterna com “cantades”. O mesmo ocorre com o imperativo, talvez mais vivo no ocidente do que a forma de presente. Refiro-me a “cantai”. Tenho estuicado muitas vezes em Ames ou Teu (concelhos da comarca compostelana) “cantai-O” (igual que na norma culta de Portugal), quando por exemplo na Pastoriça (Terra Chã) poderíamos ouvir “cantai-NO”.

      O que fazer com eles? DEPORTAÇÃO MACIÇA OU REEDUCAÇÃO 😉

  • bertus

    Vossa Merçê, vivan as diferenzas!! Eu son dos que din “irmao”. Mais o maioritario en número de falantes e en número de veces que aparece na literatura galega é “irmán”, igual que “catro”, por iso son normativos, pero se aceptan as outras falas como correctas.
    En troques, digo “ti”, e non “tu”.
    Os que queren acabar coas distintas variedades son os lusistas de Compostela que din “cuatro” ou “tu”, sen respectar a variedade de onde son eles. Moi triste. E o caso de galeguzo xa é do máis patético que ata lle nega o carácter de culta á literatura galega. Como se pode ter tanto autoodio?

    • Os que queren acabar coas distintas variedades son os lusistas de Compostela que din “cuatro” ou “tu”, sen respectar a variedade de onde son eles.

      Claro, por isso algum chefe do ILG que é de Lugo em público diz “irmám”, quando na casa diz “irmau”.

      E o caso de galeguzo xa é do máis patético que ata lle nega o carácter de culta á literatura galega.

      Eu nunca afirmei tal. Aqui o único patético és tu, que ou bem tens uma deficiência crónica para perceberes conceitos singelos, ou uma ânsia tremenda em querer-me fazer perder o tempo e a paciência 😉

      Quase me inclino a pensar no último, o qual é um comportamento digno de troll. E eu com os trolls, na ‘minha’ casa, não reparo em punishments 😉

      • bertus

        Galetúzaro, así que o xefe do ILG é capaz de moverse en varios rexistros e os picholeiros lusistas son incapaces de facer o mesmo cando van mercar cebolas, ou cando están na casa falan en castelán coma Ricardo Carballo Calero?

  • Indígname ler o comentario de Alema a respecto do “tambén”. Tambén úsase na comarca do Morrazo igual que “chuva”, “fechar” e “buraco”. Que os reintegratas non o digan impórtame ben pouco, pero na miña familia sempre se dixeron esas palabras e ninguén os tomou por lusistas nin por non-falantes de galego. Con que nos vai vir na próxima? Igual nos tenta convencer de que falar con seseo é lusismo.
    Tíñao por un bo coñecedor da lingua galega (tíñao).

    • Pffff, e isso que a forma “também”, na Galiza, não apenas está bem documentada textualmente, mas também audiovisualmente. Igual que “uma” e “nenhum”.

    • bertus

      Vixía, teño unha xoia de cd. titulado “cantares do mar e cantares do lar”. Cancións populares gravadas pola zona de Cangas por vellos cun galego moi auténtico. Non percibín “tambén”. O que percibo é “gheada”, que é distintiva do portugués e tamén unha cousa moi curiosa e simpática combinada co seseo que é a de sustituír os “s” por “z”, así fixeime que en varias das voces en vez de dicir “cousa” din “couza” (sen referir ao bichiño) ou en vez de “si”, “zi”.

  • bertus

    As formas maioritarias son “irmán/irmán” rematado en “n” tanto pró masculino coma pró feminino. Pero coma as formas “irmao/irmá” tamén son abondosas, a norma colleu a forma feminina das áreas onde se di “irmao/irmá” e así temos as normativas “irmán/irmá”.
    Aínda que tamén existe irmá/irmá.

    • bertus

      Estas formas respéctanse normativamente nas variedades locais prás formas de topónimos coma “burelao” ou “aronsán” (feminino).

  • Vossa Mercê

    O senhor Vixia tem raçom, no Morraço falam quase português padrao (sobre todo na zona de Seixo 😉 ).

    Enquanto ao que diz Bertus da gheada, um dos mais prestigiosos linguistas e filólogos portugueses, Lindley Cintra, no seu estudo “Nova proposta de classificação dos dialectos galego-portugueses” diz o seguinte sobre a gheada:

    A) Galego :
    Dentro do conjunto dos dialectos galegos, parece-me admissível distinguir um grupo de dialectos galegos ocidentais de um grupo de dialectos galegos orientais, ou seja, uma zona galega ocidental de uma zona galega oriental. A separação assenta fundamentalmente na existência a ocidente, inexistência a oriente de uma linha de fronteira que segue quase perfeitamente a direcção Norte-Sul, de um traço fonético profundamente caracterizador e como tal geralmente reconhecido na própria Galiza: a chamada «geada», ou seja, a passagem da oclusiva velar sonora a fricativa velar surda ([xaita] por gaita; [ixual] por igual; [xalexo] por galego). A linha de fronteira, tal como a estabeleceu A. Zamora Vicente no seu estudo sobre este fenómeno, pode descrever-se da seguinte maneira: a partir do Cantábrico, começa entre as aldeias de Vivero (com geada) e Riobarba (sem geada ou só com vestígios); de aí para o sul, deixa, do lado da geada, Puentes de García Rodriguez, por oposição a Muras, Trasparga, por oposição a Germade; Guitiriz e Curtis apresentam só resíduos do fenómeno, quase geral na província da Corunha; a fronteira passa mais adiante entre Palas de Rey (zona de geada) e Guntín (zona de conservação da oclusiva sonora). Toda a província de Pontevedra pronuncia [x] por [g]. Na parte sul de Lugo, Carballedo está a oeste da fronteira, Chantada a leste. Na província de Orense, o limite não é fácil de traçar, dada a existência de muitas hesitações e de certa intenção de ocultar o fenómeno em pontos em que a geada existe. Pôde no entanto A. Zamora afirmar que Amoeiro (com excepções nas montanhas) fica na zona de g conservado, por oposição a Nogueira; Parada de Sil e Castro Caldelas estão a leste da fronteira, na zona de conservação de g, ao passo que no povo da cidade de Orense o fenómeno aparece, bem como em todo o vale do Minho em
    direcção ao mar (Cortegada, Arnoya, Leiro, Carlelle, Castrelo, Filgueira). Entre Orense e a fronteira portuguesa, o limite acompanha a Serra de S. Mamede (La Limia ficando na zona de geada) e acaba, junto da raia, entre Riós (com geada) e La Gudiña (sem geada). É preciso, além disso, assinalar a existência de geada numa ilhota em torno do monte Cebreiro (Piedrafita, Nogales, Cervantes) (52).

    cvc.instituto-camoes.pt/hlp/biblioteca/novaproposta.pdf

  • no morrazo dirán ‘tambén’
    pero mire
    estamos falando dunha lingua para un país
    e de crearmos un modelo para todos

    ‘tambén’ é a excepción á excepción
    non podemos converter iso en norma

    en galicia, polo xeral, dise TAMÉN
    mal que lles pese aos reintegratas
    que adorarían que en todo o país se dixese TAMBÉM
    pero vai ser que non 😉

    e afortunadamente ou felizmente a nosa norma oficial consagra a forma maioritaria do país, non a maioritaria no país VE-CI-ÑO

    • Alema, por favor, deixa de utilizar o argumento de maioritária/minoritária, porque sabes que não é assim. Postos a falarmos em minoria, os plurais em “-is” (animais, aneis… camiois ;)) são tão minoritários que no território geográfico da Galiza auto-anémica só se registam nuns poucos municípios (praticamente sem população) da zona mais oriental. E, no entanto, estes plurais são a norma para as palavras cujo singular acaba em -l. A norma oficial isolacionista está cheia de palavras e soluções MI-NO-RI-TÁ-RI-AS.

  • Vossa Mercê

    //estraviz.org/tamem

    Nesse imaginário no que para o senhor Alema os “reintegratas” somos como uma espécie de contubérnio que quer portuguesizar Galiza e o galego, devera saber que o reintegracionismo tem mais pluralidade do que neurónios o seu cérebro.

    Eu, reintegracionista declarado, digo ao falar “tamém” (“tamén” para vossa mercê). O que se trata é de provar-lhe a senhores de pensamento tam obtuso como Alema ou bertus que o galego é português, e vice-versa.

    O galego é um dialecto ou variante (variante primigénia!) do idioma conhecido internacionalmente como português, com umas especificidades fonéticas e léxicas próprias que, para mim e para muitos outros, deveriam ser conservadas.
    De facto o feito de apresentar o léxico específico galego para integra-lo no AOLP demonstra essa vontade.

    Se som incapazes de compreender semelhantes obviedades, entom é melhor nom perder o tempo em mais debates.

  • unha cousa son opcións minoritarias (os plurais que menciona galeguzo) e outra cousa son opcións micro-minoritarias (o “tambén” do morrazo, que polo que me contan tampouco o din todos)

    e mire vossa mercê
    entendemos ben “o conceto”
    que parvos non somos
    pero non o consideramos un modelo bo para o noso país
    vostede sabe ben
    que se o modelo imperante anima a escribir “também”
    como propoñen os reintegratas
    o que se fai é matar aos poucos a forma “tamén”, que é a xenuína GA-LE-GA, ademais de ultramaioritaria

    só hai que ver a cantidade de veces que os reintegratas ‘matan’ formas propias do galego para recorrer ao portugués padrão, e máis ultimamente
    porque o reintegracionismo -xa o di a lei de alema- chama sempre a máis reintegracionismo

  • Genuíno
    adj.

    (1) Sem mistura nem alteraçom.

    (2) Próprio, natural, autêntico, legítimo.

    (3) Sincero, franco.

    Sinóns. Autêntico, castiço, natural, próprio, verdadeiro, vernáculo.

    [lat. genuinu]

    Em sentido estrito, TAMÉM não tem nada de genuíno. É uma forma coloquial pola correcta TAMBÉM. Em todas as línguas latinas da península existem formas irmãs, como já tenho dito. E em todas essas línguas, no registo culto optou-se pola forma com -MB-.

    Por um afã diferencialista não temos porque ir os galegos arrecu.

  • a proba empírica de que o reintegracionismo é MALO para o galego
    para os reintegracionistas
    “tamén” é unha forma “coloquial”
    “também” é a forma “correcta”

    iso si que é ir DE CU 😉 🙂

  • Vossa Mercê

    O galego leva séculos “reintegrando-se” com o espanhol, e isso caro amigo, isso sim que nom nos leva a nengum lugar. O galego forma parte do sistema linguístico português, mas nom do sistema linguistico do castelhano. Por tanto é óbvio tender a um maior achegamento com o português. E você fai ridículas campanhas para reivindicar que “bueno” é galego e sem embargo rejeita com violência algo que SIM é genuinamente galego como “também”.
    E se estamos tam estupendos como para sacar leis e todo, eu nom vou ser menos.

    Lei do aLema: Quanto mais isolacionismo, mais castelhanismo.

    Por tanto a lei do aLema tende a reintegrar o galego no espanhol, até confundir-se com ele e até que nem as tvs espanholas necessitem de legendar gente que fala em galego. Vaia, se isto já acontece…

  • A prova empírica de que o isolacionismo é mau:

    * Entre 1974 e 2003 a palavra “estudar” era um lusismo. Agora é galego do bom.

    * Em 1974 “hastra” era uma palavra galega e “até” um lusismo. Depois passou a ser castelhanismo e “até” seguia a ser lusismo. Em 2003 “até” passou a ser galego.

    E muitos mais exemplos, caro! 😉

  • o galego non ten que reintegrarse en ningún sitio
    nin no portugués nin no español nin no mandarín
    porque ten o seu sitio no mundo
    as súas características propias
    creceu
    evolucionou
    ten unha historia que ‘tambén non’ se pode negar

    galego = lingua independente

    e galeguzo
    vostede sabe que algunhas das reformas que se fixeron (até, estudar, etc.) foi para “contentar” algunhas correntes máis ‘reintegracionistas’ dentro do ‘oficialismo’
    e os que queremos o galego
    acatamos isto porque pensamos que ás veces hai que ceder algo para lograr un consenso maior
    ora ben
    desa raia non se vai pasar
    non insistan
    porque canta máis vara dean, peor vai ser

    miren o pobre carvalho calero
    ao que non lle fan homenaxes na RAG
    pola vara que poden darnos os reintegratas con el 😀

    • Que dessa raia não se vai passar? Bom, isso diziam antes da reforminha de 2003, e antes da anterior, e da anterior… O isolacionismo não é sério, Alema.

      E por desgraça, o galego não é independente, ao menos o oficial, que che é muito dependente do castelhano, com bem ficou aqui provado.

  • os reintegratas são como crianças… tal e qual
    dás um dedo e querem apanhar o braço inteiro 😛

  • Bertus: É que no sur do Morrazo xa non se fala como no norte… 😀 Nin en Bueu como en Marín. E no medio xustamente está a miña aldea (Loira), de cuxa fala hai un excelente expoñente sonoro aquí. A señora é prima e íntima amiga da miña avoa. Ademais da súa gheada, pronuncia polo menos dous tipos de s. 😉

  • Pingback: A norma culta ILG-RAG: enxebrismo, espanholismo, antilusismo, pailanismo - Madeira de Uz()

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