‘Aguas de Mondariz’ não entende o galego… reintegracionista

Uma boa notícia para o amigo Alema: Aguas de Mondariz não entende o galego… reintegracionista.

A cousa foi que após se divulgar que essa empresa não apenas apoia campanhas galegófobas, mas que também se recusa para usar galego no seu web a língua galega, já que a sua vocação internacional pouco menos que parece obrigá-los a usar só castelhano internacional da Espanha e inglês.

Já naquela altura de Aguas de Mondariz deixavam bem clara a sua lusofobia (ou reintegratofobia, talvez mais adequado) ao assegurarem cousas como a seguinte:

El poder de la libertad y la decisión de la gente son lo que ha permitido que el gallego — (no mezclar ni confundir con el potugues) —- sobreviva –

Eu acabei de ter mais uma amostra de que esta empresa não só não entende o galego reintegracionista, mas que também não o quer entender. No dia 5 de Setembro de 2008 enviei-lhes a seguinte mensagem:

Após ter conhecimento do posicionamento do “Club Financiero de Vigo” sobre a situaçom lingüística galega, e após ler reiteradamente comunicaçons de “Aguas de Mondariz” apoiando ditas afirmaçons (*).

Saibam que desde já tenhem um cliente menos, que seguramente nom acharám de menos, mas saibam também que este cliente vai fazer com que as suas empresas familiares deixem de ter “Aguas de Mondariz” como provedora, e saibam também que desaconselhará totalmente o consumo da sua água, ao menos em quanto nom mudarem publicamente de atitude e nom só com palavras, mas também com feitos (a começar pola implementaçom de umha versom em galego da sua página web).

Nom se molestem em responder-me, pois avondo trabalho terám por diante se querem limpar a imagem da sua marca entre os consumidores deste país.

UM CONSELHO

Somente lhes vou dar um conselho, o de Michael Jordan: “Eu nom apoio nem democratas nem republicanos, porque ambos mercam os meus produtos desportivos”. Do mesmo jeito, nom se deveriam posicionar nem com os galego-falantes nem os castelhano-falantes: se ambos mercam a sua água, tratem-nos igual (DE BEM, quero pensar).

(*) De pouco serve dizerem que deram o seu voto na contra quando, a seguir, toda umha série de atitudes empresariais vam no caminho contrário, reafirmando as posiçons do CFV.

Sem outro particular, receba um cordial saúdo.

Este correio electrónico nunca foi respondido. Porém, uma versão idêntica mas em galego oficialista enviada dous dias depois (e desde uma outra conta de correio) sim recebeu resposta… para evitar ser maçador, direi que a resposta que recebi foi um copiado-colado de, por exemplo, esta (e com as mesmas gralhas).

Já que tiveram a amabilidade de responder-me (só à minha mensagem em galego reduzionista) e de oferecer-me exemplares de livros, no dia 17 de Setembro escrevi-lhes a seguinte mensagem:

Pois xa que o din, se teñen a amabilidade, o meu enderezo físico é o seguinte:
[[ENDEREÇO POSTAL]]
Sen outro particular, reciban un cordial saúdo, ao tempo que me comprace coñecer por vostedes que se tratou todo dun rumor ou confusión.
Atentamente, saúdaos a vostedes e ás súas iniciativas,

[[EU]]

Certamente a mensagem tem algo de lambe-cuismo, mas tinha grande desejo de comprovar se realmente enviariam os livros ou não passava da retórica… Qual a minha surpresa quando hoje, quase dous meses depois, recebi o seguinte envio:

na noite estrelecida

A verdade é que o envio resulta muito frio, sem tão-sequer uma carta ou umas tristes linhas explicando o motivo… Como se diz vulgarmente, tarde, mal e arrasto… Um suspenso em relações públicas e lambe-cuismo em geral.

Por sinal, algum de vós chegou a escrever-lhes? Recebestes livro?

  • antes de nada quixera dicir unha cousa:

    sabido é que non comparto as teses reintegracionistas
    sabido é que aposto por unha única normativa para o galego
    sabido é que por veces considero que o lusismo lle pode facer dano á normalización lingüística…

    sabido todo isto…
    eu nunca pasaría de responder unha carta en reintegrata porque:
    1) considero que non hai maior desprezo que non dar aprezo (ou como carallo se diga)
    2) considero que é unha falta de educación non responder o requirimento de alguén coñecendo o código do interlocutor

    o amigo alema sería feliz se todos os galegos soubesen falar, escribir e entender portugués. incluídos os que en Mondariz se fan os “suecos” ao recibir unha carta nesa ortografía.

    pero que quede claro: galego e portugués son, para min, linguas irmás, e deben continuar o seu percorrido con independencia, coñecéndose e interrelacionándose, como ten que ser… pero cada unha mandando na súa casiña 😉

    • E esse ataque de isolo politicamente correcto? 😀

      • señor galeguzo, se eu fose igual ca as augas de mondariz, non estaría aquí parolando con vostede, non cre?

        • Bem o sei ho, bem o sei 🙂 À parte, não creio ter-te comparado em nenhum momento com os de Aguas de Mondariz (cada dia, mais longe de mim) 😀

  • Menuda leria que tedes….

    A mín non me atraen sexual nen sentimentalmente as persoas do meu mesmo sexo biolóxico (si, soa repinicado pero se te saes un fio do rego queimante na praza maior) pero por elo non se me pode catalogar como “homófobo”.

    Que alguén non teña por válido ou non lle interese, guste, etc. o reintegracionismo ou o lusismo non o pasa a ser lusófobo, vamos que por atropelar un dia una can xa lle chaman matacáns.

    Menos mal que nos queda Portugal… 😀

    • Bom, mas é que o comportamento que descrevo de Mondariz respeito do galego reintegracionista (e mesmo de mensagens directamente escritas em português de Portugal) há mais pessoas que o podem corroborar. Portanto, não é um episódio casual, mas uma atitude reiterada. E pasinho a pasinho, faz-se o caminho… 😀

      E falando de cães… recentemente transcendeu que a rainha espanhola pegou um dia num cadelo. O dia seguinte Ángel Martín (do programa Sé lo que hicisteis) já se referia a ela como la pegaperros 😀

      • Home no caso da raiña é que seica puxo a anda-lo can a ostias, que nen remexía o rabo da que levou… (a autoridade é a autoridade).

        A respeito do outro, a miña actitude sexual non é casual, persiste no tempo, reafírmase cada noite de romería e sigo sen ser homófobo.

        Dito sexa de paso, sen ánimo de quitarche a razón neste caso, pois refírome máis ben á impresión xeral que dades os reintegratas nos vosos descursos e comentarios.

        Chorades algo de máis ¿non sí?
        😀

        • Que se choramos? Homem, às vezes choro, que sou pessoa… mas neste caso concreto não chorei nadinha: não viste que me enviaram um livro grátis :D?

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