Méndez Romeu, conselheiro/concelheiro ‘lacorunhesista’

O conselheiro da Presidência da Junta da Galiza, José Luis Méndez Romeu (o homem de Paco Vázquez em São Caetano) soma-se à vorágine de declarações que nos últimos dias vem saindo de todos os grupos políticos (e não só) sobre a cidade que dá noMéndez Romeume à província da Corunha.

O senhor conselheiro, num alarde de prepotência, assinala que não existe qualquer problema “para quem souber da história do nome da Corunha” (a cita não é textual, mas quase), ao tempo que afirma “não existir problema para lá do político” (idem).

Com efeito, senhor Romeu, não há qualquer problema para lá do político. Concretamente, para lá dos políticos do seu partido na cidade herculina, que levam dezasseis anos burlando os cidadãos e burlando-se das leis para imporem o seu critério e uma dupla denominação ilegal “La Coruña – A Coruña” (el burro delante para que no se espante, dizia a minha mestra de primária), quando não simples omissão do nome galego.

2006_concello_corunhaPois bem. O conselheiro de Touriño advoga precisamente por essa dupla denominação, confirmando-se ou reafirmando-se como o já dito, o homem de Vázquez em São Caetano ou, como já têm dito alguns, um concelheiro da Corunha na Junta da Galiza.

Isto achega-se à solução final proposta polo pacovazquez-sismo.

Parece mentira que um governante, nem mais nem menos que o Conselheiro da Presidência da Junta da Galiza, utilize um argumento tão absurdo como “conflito político” para amparar uma atitude que algumas pessoas afirmam que poderia ser delito.

E seria? Fale o meu dicionário de cabeceira

 

Delinquente adj. e s. Que, ou aquele que cometeu um delito, que delinquíu. Sinóns. Criminoso, culpado, reu [lat. delinquente].

E, ainda por riba, dar suporte a estes indivíduos chama-se prevaricação

Prevaricar v. i. (1) Faltar, por interesse ou má-fé, aos deveres do seu cargo, do seu ministério: um juiz que prevaricou. (2) Abusar do exercício das suas funções, prejudicando os interesses alheios [lat. praevaricare].

E agora, dito tudo, cada boi a atirar do seu carro…

ADDENDA
A conto do mencionado por Méndez Romeu sobre a história do topónimo, colo aqui o fruito das minhas pesquisas passadas no TEMILG…

  • 1242. “(…) soldo in pescado que adusso Johã Lourenzo de Neda. quen foy Lourenzo Eanes polo viño áá Crunia. deu .v. soldos para .III. bolsas de uino que beves? entramente oprior eos cóóygos (…)”.
  • 1255. “(…) Johan marinno Notario Jurado del Rey en na Crunna fige ben e fielmente transladar verbo por verbo segundo que sobre dito e dun privilegio seelado del seelo de chumbo qual yo vj et qual el Rey don alfonso meu sennor mandou fazer en esta forma sobredita e por non ujnir en dulta o Concello da Crunna asseelou este traslado de seu seello et y o poño y meu nome et mea sinal”.
  • 1257. “Eu, Martjn Eanes, notario, jurado do concello da Cruña, fuy pre?ente ? por mandado ? por octorgamento danbas las parte? (…)”.
  • 1333. “Et he asi que eu Johan da Crunha sobredito en nome das ditas priora et convento do dito monasterio de Belvis, das quaes ey poder et soo procurador para estes por huun estromento de procuraçon feyto por Afonso Eanes (…)”.
  • 1457. “Sepan quantos esta manda y testamento bieren como eu Roi xordo das mariñas, Regidor da cibdad da Coruña, estando sao e con saude e temendo a morte que he cousa natural (…)”.
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