Paranoias, lerchadas e desvarios de Ferrín, o salvador de pátrias

Hoje, segunda-feira, o escritor Xosé Luís Méndez Ferrín regala-nos com mais uma entrega da sua secção Segunda Feira. Desta volta, e como o título de «CIES no horizonte», o escritor ourensano fincado em Vigo informa-nos e justifica-nos (d)o pacto entre a FPG e Izquierda Unida para as eleições à Câmara Municipal de Vigo (com possível extensão à de Cangas do Morraço).

Resulta complicado perceber a justificação que dá este lercho ‘salvapátrias’. O mesmo Ferrín que se nega a colaborar com os meios de comunicação reintegracionistas por considerá-los “inimigos da Pátria” (sic), colabora sem reparos aparentes no jornal em espanhol «Faro de Vigo» e agora pretende vender-nos a moto de um pacto entre os seus supostos republicanos galegos e os comunistas espanhóis.

Tenho curiosidade por saber qual pode ser o grau soberanista da nova opção proposta por Ferrín. E qual é que é a Izquierda Unida com a qual pactuou? A da Yolanda Díaz? Talvez a do Llamazares? Análoga à catalã ou mais bem à basca? Tirará mais cara a IU andaluza? Porque o que é galega, galega… muita presença, voz própria ou importância creio que não tem.

Apenas um dato: nas últimas eleições, IU tivo 12.199 votos, enquanto a FPG somou 2.692. Parece patente que não vai ser uma aliança inter pares, principalmente quando um dos dous braços é cinco vezes superior à outra (por enquanto). Como? Que ainda há mais dous componentes a ter em conta? Pois sim, uma de tantas facções do comunismo (e das mais ortodoxas e com menos penetração social) e republicanos da Galiza (ou serão republicanos galegos?).

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