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40 anos da AGAL (1981-2021)

Finaliza, por fim, este ano 2021. Pola vez primeira, a minha geração padeceu um ano completo de pandemia (e já levamos quase dous). A covid-19 mudou-no tudo: levou-nos seres queridos, destruíu empregos, alterou o normal desenvolvimento de eventos e celebrações… Já nada será igual. No meio desta maldita doença que ainda hoje protagoniza boa parte das conversas e dos nossos pensamentos, ainda há tempo para pequenas celebrações. Para o movimento reintegracionista houvo disso com a leitura continuada do Scórpio, o passado mês de outubro, e ainda há pouco com o ato comemorativo dos 40 anos da Associaçom Galega da Língua (AGAL).
Pois é. A 19 de dezembro, a AGAL, o máximo expoente do movimento reintegracionista galego, organizou um singelo, belo e motivo ato para comemorar as primeiras quatro décadas ao serviço da língua da Galiza. Muito choveu já daquele longínquo 1981 em que um grupo heterogéneo considerou necessário fundar uma associação destas caraterísticas. Sem vontade de ser exaustivo (pois esse trabalho já o figérom Joel Gômez e Tiago Peres), os principais fitos fundacionais daquele ano fôrom:
  • Maio: as primeiras reuniões em Compostela que culminariam com a decisão de criar a associação. O grupo promotor estivo formado por Xavier Alcalá, José Luís Rodríguez, Aracéli Herrero, Xosé Ramón Pena Sánchez, José-Martinho Montero Santalha, Maria do Carmo Henríquez Salido, Joám Trilho, Xavier Rodríguez Baixeras, António Gil Hernández, José Maria Monterroso Devesa, Joám Carlos Rábade Castinheira, Joaquim Campo Freire e Manuel Miragaia Doldám.
  • 9 de junho: assinamento da ata fundacional. Como membros da Comissom Fundacional figuram Xavier Alcalá, António Gil Hernández, Manuel Miragaia, José Maria Monterroso e Joám Carlos Rábade.
  • 2 de outubro: a associação é legalizada polo Ministério espanhol do Interior.
  • 31 de outubro: Compostela acolhe a assembleia fundacional.
  • 19 de dezembro: eleição do primeiro Conselho (junta diretiva), presidido por Xavier Alcalá.

A todas estas pessoas, de uma maneira ou outra, a minha gratidão como reintegracionista e como galego. Sem o seu labor não estaríamos hoje celebrando nada. Também, jaora, muita gratidão polas que as precedêrom e as sucedêrom, mas isso já é outra parte da história.

Fiquei com muita mágoa de não poder estar no ato até ao final, inclusive o jantar de convívio, mas um outro compromisso fijo-mo impossível. Foi, porém, muito emotivo reencontrar-me ao vivo com tantas pessoas polas quais tenho muito aprezo e havia muito que não via. E, para emotivo, a longa salva de palmas com que quatro gerações ratificamos o acordo para nomear sócios de honra da AGAL os bem-queridos Isaac Alonso Estraviz, José-Martinho Montero Santalha e José Luís Rodríguez Fernández.

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