Internautas somos todas, somos todos

arrobaAbsurdices dos meios de comunicação: falar de «internautas» como se se tratasse um termo que não vai com eles. «Os internautas dizem que…», «os internautas acham que…».

Este tipo de construções fazem sentido quando se fala desde a distância. «As carpinteiras dizem que…», «os pintores farão tal…» ou «as astronautas levarão tal…» sim são corretas, porque nem todo o mundo é carpinteira, nem pintor nem astronauta.

Mas sim que todas e todos somos internautas, ou ao menos somo-lo potencialmente, como todas e todos somos potencialmente ou em ato «leitores», «consumidores», «pacientes»…

Agora que estes dias é notícia o debate acerca da chamada Lei Sinde (promovida pola ministra espanhola Ángeles González-Sinde), com profundas repercussões sobre a internet tal como é atualmente conhecida, é possível ler cousas como «os internautas chamam à mobilização» ou «um grupo de internautas afirma que se concentrará perante o Congresso [espanhol]».

Imagina alguém o absurdo de «os leitores concentrarão-se perante o Parlamento»? Ou «compradores de banda desenhada manifestarão-se polas ruas»?

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