A ti, que não che dói o dinheiro público

Ignacio González, presidente regional madrileno
Ignacio González, presidente regional madrileno

Estamos em crise. Cada cidadã, cada cidadão, expreme ao máximo o dinheiro que tem no bolso (se o tiver). Mas há exceções, como o presidente da região espanhola de Madrid, Ignacio González.

A região de Madrid promoveu o despedimento coletivo de mais de 800 pessoas da sua televisão pública. A justiça decretou que se tratou de um despedimento «improcedente» (mas não «nulo»). No essencial, a diferença entre o procecente e o improcedente é que no segundo caso há que pagar mais dinheiro em indenizações, como reconhece o próprio González.

As duas letras que separam o procedente do improcedente obrigarão a região de Madrid a gastar mais dinheiro em indenizações, com o qual o despedimento terá saído mais caro do que manter os postos de trabalho, como mínimo nos vindouros dous anos.

Longe de pedir desculpas polo que poderia parecer um erro de gestão, González afirma sentir «satisfação» pola sentença, como se não sentisse dor pola milionária despesa a que deverá fazer frente. Lógico: esse dinheiro a mais não sairá do seu bolso, mas de novos cortes que pacederá a cidadania, já praticamente asfixiada.

O caso de González chama a atenção pola magnitude das cifras, mas há muitos pequenos González perto de nós. Sabemo-los identificar?

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