Desemprego: cumprem-se os meus piores vaticínios

Como lembrareis (e se não lembrardes, aqui estou eu), no verão vaticinei que o desemprego na Galiza no mês de setembro andaria por volta das 265.000 pessoas. Foram afirmações feitas num momento em que os últimos dados oficiais situavam o desemprego na Galiza em algo mais de 257.000 pessoas. Pois bem, os dados do desemprego registado em setembro ficárom em quase 260.000. Felizmente para o País, naquela altura errei a minha pesimista previsão.

Mas, infelizmente, outros vaticínios meus, os piores, cumprem-se.

A minha aposta do desemprego de setembro (265.000) resultou ser ‘só’ um antecipo edulcorado o dado do desemprego registado do mês seguinte: outubro golpeou a Galiza e deixou 267.812 pessoas sem emprego.

No artigo referido no começo desta exposição também constatei a descida eventual do desemprego nos meses de junho, julho e agosto a respeito de maio… e também, na parte negativa, que os dados do desemprego de novembro, polo menos desde 2009, ficam em níveis similares aos de maio, acabando definitivamente o efeito benigno do verão. Com efeito: 276.536 (novembro) face a 277.644 (maio).

Qual é a situação agora? Enquanto não chegarem os (previsivelmente demoledores) dados do desemprego de janeiro, que se farão públicos a 4 de fevereiro, a última cifra oficial é a do mês passado, que evidencia 278.787 desempregados e desempregadas na Galiza.

Se a tendência continua a ser a mesma que os últimos quatro anos, o desemprego continuará a aumentar mês após mês como mínimo até maio (incluído). Destarte, mês após mês leremos a mesma notícia na imprensa: “Galiza atinge máximos históricos de desemprego”. Terrível.

E enquanto isto sucede, quais estão a ser as medidas da Junta? Há muito tempo que se lhes acabou a escusa do pérfido governo de Rodríguez Zapatero em Madrid, pois Rajoy leva mais de um ano a governar. E também, onde vai que se lhes acabou o de poderem culpar o bipartido, pois em abril fará Feijóo quatro anos no poder absoluto galaico.

As únicas medidas de Feijóo em matéria de emprego na Galiza foram: reduzir o dinheiro destinado a formação para desempregados/as, reduzir os fundos para as políticas ativas de emprego, facilitar os despedimentos (tecnicamente foi uma medida adoptada por Rajoy, mas o PPdeG não se opôs) e incrementar o desemprego pola via de despedir pessoal nas empresas e administrações públicas.

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