As mentiras económicas de Feijóo 2/3

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Alberto Núñez Feijóo: «A austeridade será imprescindível para estar no meu governo». «A austeridade é ordenar os gastos»

Do campeão do desemprego a um austero bastante embusteiro. Já desde antes de ser eleito presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo fez do discurso da austeridade e da suposta imposição do galego as suas principais armas eleitorais. Mas, realmente o Governo de Feijóo esteve caraterizado pola austeridade?

Ao presidente galego escuitamos-lhe dizer em muitas ocasiões que «não se pode gastar o que não se tem». Porém, como comprovaremos na terceira entrega desta série, desde que governo o dos Peares a dívida pública galega alcançou máximos históricos. Por outra parte, umha olhada aos orçamentos autonómicos para 2012 evidenciam que a austeridade fica apenas num discurso sem fundo.

Feijóo falava de ordenar os gastos, mas os seus orçamentos evidenciam que as suas prioridades parecem afastadas das do comum da cidadania. Em 2009, ano em que chegou ao poder, os gastos em bens correntes e serviços eram quase 12% do total do gasto não financeiro, enquanto nos últimos orçamentos sobe até 15%.

Quanto ao serviço da dívida (amortização da dívida mais o pagamento dos jutos), respeito dos anteriores orçamentos, a despesa incrementou-se 37,2% num só ano e, se compararmos com 2009, a cifra dispara-se a uns escandalosos 111%.

Para quadrar as suas contas, a Junta, movida polos preconceitos ideológicos do PP, negou-se uma e outra vez a incrementar os ingressos, o qual poderia ser feito, por exemplo, combatendo a fraude fiscal ou incrementando os impostos a quem maior renda possui. Em lugar disso, 93% dos cortes foram em investimentos, serviços públicos e custos salariais.

A austeridade é gerir com rigor os recursos. À luz dos dados (há muitos mais, mas tampouco quero resultar cansativo), é claro que a gestão de Feijóo é qualquer cousa menos rigorosa. A cidadania, que com os seus impostos paga os serviços públicos a que tem direito, vê como a obrigam a pagar duas vezes ou a derivam aos serviços privados. Ao mesmo tempo, produzem-se desviações de recursos públicos para fins privados (assistências técnicas, concertos e convénios opacos, assessorações e muito mais). Não é austeridade, são embustes.

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