Ana Miranda reconhece a unidade linguística galego-portuguesa

Ana Miranda Paz

Através dos foros do PGL reparo em que já está na internet o PDF do n.º 79 do Novas da Galiza. Na página 11 podemos ler uma interessante entrevista com a eurodeputada Ana Miranda. Há muitas respostas de interesse, mas escolho esta como grande contributo para a causa 😉

P: Se a nossa língua já está reconhecida nessa instância (e mesmo foi utilizada antes polo BNG) não é uma incoerência que estejam reclamar o seu reconhecimento? Ou a intenção é que se reconheçam inclusive os diferentes sotaques de uma mesma língua?

R: O anterior deputado usou o galego na versão portuguesa, que é a que está reconhecida como língua de um Estado membro, e a que podemos usar para sermos interpretados correctamente. A versão galega não seria reconhecida pelos intérpretes. Nesse sentido, estamos comparativamente melhor que os catalães ou bascos, que não tenham uma língua de seu já reconhecida em Bruxelas e Estrasburgo.

Reitero o compromisso total para usar o galego nas intervenções nas sessões plenares do Parlamento europeu, mas o que o BNG exige, para além disso, é que seja reconhecido o galego com a norma galega reconhecida na Galiza. Outro tema é que se decida mudar a norma na Galiza, mas remeto-me à norma vigente hoje em dia. De qualquer modo, de uma maneira ou de outra, vou falar galego no Parlamento europeu.

E aproveitar para defender nossa língua e o direito a viver e expressar-nos nela, para tentar desmascarar a estratégia do PP com as políticas de agressividade que estão a fomentar neste novo governo com traços absolutistas.

Em resumo: reclama-se que seja oficial o galego também na norma oficialista (sem rejeitar que possa ter de mudar a norma oficialista), ao tempo que (e isto é o importante), reconhece várias vezes que o galego já é oficial na Europa.

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