Queremos mais galego: Galego Sempre Mais!

«Mais, mais, mais! Galego, sempre mais!». Foi uma das consignas repetidas este meio-dia em Compostela. Polas minhas humildes contas, 40 mil galegas e galegos saímos à rua manifestar-nos polo galego. Não faltou, como já imaginava eu, quem parabenizasse o resultado da «manifestación convocada pola Mesa». Falso, era uma manifestação polo galego… ou ao menos isso deveria ser. Mas como já sabíamos que havia quem queria patrimonializar a língua e o movimento normalizador, artelhou-se a plataforma crítica Galego Sempre Mais.

A mais visível consequência de que o movimento normalizador é muito mais do que a Mesa foi que a direcção desta associação pediu desculpas porque nem todo o público assistente colhia na praça da Quintã (melhor lhe teria ido na do Obradoiro). E porque não colhia? Porque da direcção da Mesa só contavam com as pessoas por eles mobilizadas, esquecendo, insisto, a amplitude do movimento normalizador, que com muitos menos recursos encolou Compostela de cartazes, distribuiu material por todos os centros sociais do país (e não apenas polos institutos como já sabemos quem), preocupou-se por contactar associações de base comprometidas com o idioma… de Galego Sempre Mais mesmo se preocuparam por contactar pessoas e colectivos que publicamente apoiavam o manifesto da Mesa pola Normalização, logrando também a sua simpatia (tome nota quem deve).

Mais de um(a) ficou pampo/a ao ver tanta gente. Espero que para determinados ególatras esta amostra de força, mas sobretudo de solidariedade, lhes sirva para nos tomarem em consideração para vindouras convocatórias. Porque a nossa força não no-la dá sermos uma macro-organização profissionalizada e enormemente subsidiada, mas uma rede de pessoas que vivemos PARA o idioma e não DO idioma. Oxalá para a vindoura convocatória, insisto, sejamos tomados em conta e possamos ir juntos, da mão, ao Obradoiro ou aonde for.

Voltando para o sucesso global de uns e de outros, ou seja, O NOSSO COMUM SUCESSO, o da MANIFESTAÇÃO POLO GALEGO, da que boa nota deverão tomar os do PP e os mal chamados bilingues. Se o PP tem decidido que só se vai manifestar da mão do espanholismo, que vá sabendo o que lhe espera, porque lhe imos dar uma legislatura quente. A minha capa sonhada para os jornais de amanhã, aquela na que referenciem claramente que fomos muitos mais do que eles, multiplicando várias vezes. Que aguentamos a chuva em muitos casos sem para-chuvas. Que a chuva não nos impede mobilizarmo-nos polos nossos ideais. De El Correo Gallego falam hoje de 20 mil pessoas… eu só dou um dado: levou-nos duas horas chegar da Alameda à praça do Toural. Levava anos sem ver eu uma manifestação de tal envergadura que tivesse de ir um passo tão ligeiro.

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Acima, membros e simpatizantes de Galego Sempre Mais na Alameda;
abaixo, nas imediações da Praça da Galiza

  • Muito bem, Uz! Eu apoio o manifesto da Mesa e apoio Galego Sempre Mais. Hoxe os galegos colleitamos un grande éxito. Só lamento que o meu caro profesor Barreiro se mostrase nesta data tan entusiasta coa política cultural da Xunta de Galicia.

  • Quem, Barreiro Rivas??

    Eu poderia ter apoiado o manifesto da Mesa, mas pareceu-me pouco ambicioso, como o do ano passado…

  • O galego é o patrimonio de todo un País e polo tanto está por encima de calquera asociación, grupo, partido político ou comunidade de veciños que queira facer uso patrimonial del. O galego é o único que temos que nos fai nación.

  • //www.agalega.info/videos/?emi=7233&corte=2009-05-17&hora=20:29:26&canle=tvg1

    “Este goberno do Partido Popular vai a marcar serguramente un fito, posiblemente, na nosa historia cultural”. Xosé Ramón Barreiro Fernández.

  • Porén, no Telexornal mediodía puxeron máis:

    //www.agalega.info/videos/?emi=7232&corte=2009-05-17&hora=14:29:38&canle=tvg1

    “O que xustifica a nosa presencia, o que explica o porqué da Academia, en certa maneira poderíamos decir que son as letras galegas as que xustifican que exista un país que se chama Galicia.” Xosé Ramón Barreiro Fernández.

  • Bó, que parvo tou! Claro que é Barreiro… Fernández. Tou na ‘couve galega’ (berça ;)).

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