BOICOZ — Não ligues para La Voz

O jornal La Voz de Galicia e o grupo de comunicação artelhado têm grande peso nas consciências colectivas deste país, sobretudo desde o fim oficial da ditadura franquista, momento no qual se converteu no principal poder fáctico na Galiza. Colectivos, associações, empresas ou governos inteiros tremem quando a empresa dirigida polos Fernández-Latorre lança um editorial destrutivo ou uma campanha de perseguição e difamação insaciáveis.

A sua linha editorial não tem mais valor do que uma cotização bolsista, variando em função dos interesses do governo ou da mão que melhor a alimente. Nos inícios da maré preta do Prestige somou-se à cidadania para a denúncia da ineptidão da Junta do PP. Porém, não tardou em loar o Plan Galicia e a estratégia do poder quando isso se traduziu em suculentos ingressos via publicidade institucional (da Junta do PP), como lamentou no seu dia o que era na altura um dos responsáveis pola edição digital.

Uma edição digital que se beneficiou muito para medrar em visitas (e, pois, em ingressos publicitários) mercê às ligações em inúmeros blogues… e redes sociais, sobretudo Chuza! (que já vai polo seu terceiro ano triunfal).

Quem vos escreve é capaz de esquecer muitas cousas, mas dificilmente pode obviar a manipulação informativa e o acoso e derrubamento contra as Conselharias chefiadas polo BNG, em particular desde que Indústria (chefiada polo BNG) não deu ao Grupo Voz o naco que queriam da torta eólica. E tampouco posso esquecer com facilidade o claro alinhamento de La Voz com os grupos tangallegos, chegando mesmo a difundir informações falsas.

Pois bem, eu, na medida do possível, procurarei em adiante não ligar nada de La Voz, nem tampouco dar-lhe publicidade através de redes sociais. No referente ao caso concreto de  Chuza!, tampouco vou enviar informações de lavoz.es, e mesmo votarei negativo quanta notícia se enviar desse web a partir deste mesmo instante. A imagem desta simbólica campanha chega da sempre surpreendente Angueira de Suso, ei-la:

Obviamente, tampouco vou mercar o jornal (que por outra parte, bem poucas vezes merquei). Nom com o meu dinheiro ;)!!

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