Famicom!

NESEsta da imagem é a minha primeira consola. Bom, para ser exacto a da fotografia não é minha, mas um modelo idêntico 😉 Parece mentira a de anos que se passaram e a de entretimento que chegou a dar. Isso, por não falarmos na sua qualidade e resistência (sobretudo para a época). Se hoje em dia já não jogo com ela é por dous grandes factores:

  1. Os avanços na emulação das consolas sobre PC.
  2. O desgaste dos mandos originais.

O aparelho em questão fora um presente familiar chegado de Barcelona para os irmãos mais eu. Contava na altura com dez anos, mas já tinha jogado em casa de amigos com outros maravilhosos engenhos da factoria SEGA. Apesar disso, e talvez seja coincidência, a chegada da primeira consola (marca Nintendo) acabaria-me fazendo um nintendeiro.

Os limites na diversão eram poucos, já que a consola tinha muitos e muito bons títulos. A mágoa, que

apenas uns poucos permitiam salvar os progressos (a maior parte mediante o sistema de passwords), polo que cada vez que querias jogar tinhas de começar de zero. Contudo, isso não foi impedimento, já que se algo bom tem a infância (e a proto-adolescência) é a paciência infinita para reinventar-se em cada novo jogo (algo já mais difícil na época adulta :D).

O mais fodido era, isso sim, o preço dos cartuchos dos jogos. Igual que acontece hoje, os preços dos jogos para consolas são realmente abusivos. A média dos jogos que mercávamos na quela altura (que não eram de estreia, mas com vários meses ou anos já no mercado, ou seja, a menores preços) andava polas cinco mil pesetas, ou seja, polos trinta euros de hoje (em termos de conversão directa e bruta, mas decerto mais próximos dos cinquenta se contarmos o encarecimento dos custos de vida).

Ainda lembro o bom negócio feito quando conseguimos um cartucho com três jogos por só oito mil pesetas. Vamos, foi praticamente fundir todo o dinheiro conseguido polos meus irmãos mais eu indo polas casas da freguesia de Entrudos 😀 Aquela joia da época constava do mítico Tetris, do Super Mario Bros e do World Cup (o meu primeiro jogo de futebol… ainda que de só cinco futebolistas contra cinco! :p).

E agora… gostaríeis de participar no inquérito :)?

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ATUALIZAÇÃO 2015:

O inquérito não está mais disponível.

  • Eu a Nes também, por certo que foi a primeira e a última. Melhor com PC…

    Tinha muita inveja polos meus amigos com a Super Nintendo 😛 e só com a chegada dos emuladores muitos anos depois comprovei as qualidades da irmazinha maior da NES… e a verdade que só essa nostalgia da infância é a que me atrai às consolas.

  • one2

    a NES tamém foi tamém a minha primeira consola. O jogo a que máis me viciei foi sem dúvida o Super Mario Bros 3. E passava tardes inteiras jogando pra tentar acabá-lo sem usar as frautas 😀

    • one2

      parece ser que foi o último publicado //pt.wikipedia.org/wiki/Super_Mario_Bros_3

      Está claro que atualmente no desenho de jogos, ou mesmo no de software, nom se tem em conta o rendemento, talvez porque a tecnologia o permite ou simplesmente pra aforrar custos.

      • Com efeito. Aforrar custos para quem produz, já que o depuramento e optimização de software (como no caso de um videojogo) é um trabalho laborioso. E claro, com a escusa de que os PCs de hoje têm muita potência e se podem actualizar com facilidade…

        Também é, mirado de outro jeito, uma fórmula para forçar os usuários a actualizarem as suas equipas se querem contar com as últimas novidades. Não podemos esquecer que por trás de muitos dos mais recentes lançamentos em computador estão por trás, colaborando na produção, fabricantes de computadores ou de cartões aceleradores de gráficos, aos quais interessa que os usuários/consumidores adquiram os seus mais recentes lançamentos.

        Penso por exemplo no caso dos dez últimos títulos que merquei, dos quais sete traziam alguma mensagem publicitária na introdução quer de AMD/ATI (processadores/aceleradores de gráficos), quer de Intel (processadores) ou nVidia (gráficos).

  • Homem, está claro que entre PC e consolas não há cor… e muito mais se tivermos em conta factores como o catálogo de jogos e compatibilidade (arrasa PC por goleada), preço dos jogos (entre 30 e 40% inferiores em PC) ou a possibilidade que têm os PCs para emularem outras plataformas 😉

    Mas bom, no meu caso recebi essa primeira consola, a NES, com dez anos, e não tive o primeiro computador até os 14/15, daí que talvez siga tendo gosto polas consolas :p

    Isto dá-me uma ideia para o próximo post: o primeiro videojogo com o qual joguei 😀

  • O que será que tinham aqueles mágicos oito bits :D? Por certo, estás certo de que o Super Mario Bros 3 saiu para NES?

    O certo é que o engenho dos programadores daquela era alucinante, porque tiravam o máximo proveito de aquela tecnologia. Não acontece agora o mesmo com as novas consolas, que lançam ao mercado jogos cheios de bugs irritantes e falhanços incompreensíveis… Por não falarmos em que no PC boa parte dos produtos não estão o suficientemente optimizados e deitam a responsabilidade nos requisitos do PC do usuário…

  • a miña primeira consola tamén foi a NES… porque o ZX Spectrum non conta, a que non? 😀 😀

  • Homem, sendo estritos não conta, não, mas igualmente era uma máquina com utilidades lúdicas inegáveis 😀

  • Aponta um aí à Super Nintendo.

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