‘Galicia Bilingüe’ ou a língua da serpe

Resulta inacreditável a amplíssima cobertura mediática que se está dando à pseudo-plataforma e pseudo-associação ‘Galicia Bilingüe’. Primeiro fora quando se chamavam Tanga(llego como el gallego), e agora com um nome menos risível mas igual de vazio de conteúdo.

Resulta valeiro  porque nem tão-sequer têm um discurso coeso (cada pseudo-membro dessa pseudo-plataforma manifesta uma opinião diferente), mas todos partilham uma galegofóbia que, ver para acreditar, é plasmada ‘tal qual’ nos meios de comunicação, quer sejam públicos, quer privados. A propagação do discurso de um colectivo que defende a ilegalidade e a intolerância.

Ao movimento normalizador (o reintegracionismo, por exemplo, leva mais de duas décadas organizado de forma associativa e assemblear na defesa do idioma) nunca se lhe deu tanta atenção mediática como, por exemplo, aos lobos com pele de anho que clamam contra o decreto sobre o uso do galego no ensino.

Colegas portugueses que visitam este blogue, se vocês também leram a parvoíce escrita por Ferreira Fernandes no DN, saibam que o decreto aludido apenas pede 50% das matérias em galego, ou seja, que ao menos a metade do ensino na Galiza se leccione em galego (e não 90% em castelhano, como provavelmente está a acontecer).

Em verdade, o que perseguem estes colectivos e os meios que os apoiam acriticamente é impedir que o castelhano perca a posição se supremacia que alcançou na Galiza graças ao continuado suporte do aparato cultural, militar, mediático e económico do Estado espanhol, e que as poucas liberdades e logros linguísticos conseguidos pola sociedade civil se diluam como a borralha.

 

 

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