Suprimir as deputações e reduzir concelhos

Sem que sirva de precedente, subscrevo ao 100% o artigo [PDF] publicado ontem por Roberto Blanco Valdés. No seu discurso, o opinador da Voz advoga por optimizar os recursos suprimindo as Deputações e reduzindo drasticamente o número de municípios.

No caso das Deputações, não tenho qualquer dúvida em que são entidades obsoletas, ineficientes, clientelares… e coloniais, já que a sua criação, parelha à das províncias, é similar à das estruturas coloniais, mormente pola sua origem e missão iniciais.

No respeitente aos concelhos, a verdade é que o número deles no nosso país é excessivo (mais de 300), sobretudo se tivermos em conta a decrescente população galega e as nulas capacidades de captação de recursos próprios de boa parte deles. A sua modificação urge, quer fusionando-os, quer transferindo todas as suas competências a entidades supramunicipais como as mancomunidades ou áreas metropolitanas, segundo for o caso.

E é que uma Galiza moderna não pode estar arrastando inventos que lhe foram impostos em XIX e que nunca demonstraram realmente para que servem, para lá de assegurarem o controlo pequeno-imperial, gastar o dinheiro que é de todos e construir redes clientelares.

Nota: este artigo foi redigido a quarta-feira 15 de Agosto, mas agendado para exibir-se enquanto estou a piques de dirigir-me a algum ponto sem determinar da Terra Chã.

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