De Abrolhido a Xuricido, passando por Corujido, Lourido ou Seixido

As línguas românicas, na sua evolução desde o latim, foram incorporando uma série de partículas, mormente prefixos e sufixos, para elaborarem novas palavras ou enriquecer de matizes as já existentes, toda vez que se ia perdendo o sistema de casos e as declinações.

Um desses casos é o do sufixo -ido/-edo, que acrescentado a um substantivo passa a significar “lugar onde há…”. Destarte, botand uma olhada à toponímia do país (e, por extensão, a muitos apelidos) podemos ‘decifrar’ mais coerentemente o significado de alguns nomes de lugar.

Assim, dos que formam o título deste post, resultam evidentes os binómios Abrolhido/abrolho («Espinho, arbusto que ordinariamente se chanta nos valados e que sai em abundância nos terrenos deixados a monte», no e-Estraviz), Corujido/coruja («Nome de uma ave de rapina nocturna da família dos estrigídeos», op. cit.), Lourido/loureiro (se bem ‘lourido’ como adjectivo’ provém de ‘louro’, ‘amarelado’) ou Seixido/seixo.

Não alcanço a saber, porém, qual o significado de ‘Xuricido’ :-p

Depois, como já comentara, temos também a forma irmã acabada em -edo, como Sabuzedo (de ‘sabugueiro’, e Sabuzido), Salzeda (e Salzido), Cerzeda (e Cerdido), Verduzedo (e Verduzido), etc.

Nota: este artigo foi redigido o sábado 11 de Agosto, mas agendado para exibir-se enquanto estou de caminho a terras da Fonsagrada, concretamente aqui.

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