Os nossos apelidos, galegos, com todo o direito [II]

Preguiça
Preguiça

Para galeguizar um apelido o primeiro que se deve comprovar é que, com efeito, se trata de um apelido galego. Pode ser que pessoas apelidadas Fuentes ou Rivera tenham alguma dúvida sobre se o seu é um caso de apelido estrangeiro ou de antropónimo galego castelhanizado. Nesse caso, deveriam fazer uma investigação genealógica (algo muito complicado, pois muitos arquivos perderam-se por má conservação), ou simplesmente pôr-se a pensar se têm constância de a sua família vir de fora ou ser do mesmo lugar desde há muitas gerações (o carácter endogámico, neste caso, ajuda). Outras circunstâncias também servem: sei, por exemplo, de algum Montero cuja família são ainda conhecidos como Os Monteiros; e alguns Seijo que moram num lugar chamado Seixo.

Corroborada a galeguidade do apelido, o seguinte passo é solicitar um informe filológico onde se aduzirem as razões polas quais o apelido X deve ser escrito como Z, e entregar esse informe (devidamente certificado por algum departamento de Filologia) no Registo Civil, juntamente com a solicitude para a galeguização. No próprio Registo Civil e em departamentos de Filologia Galega ou Portuguesa de todo o país podem-se obter mais informações.

Dicas: apelidos corrigidos

Para rematar, cumpre salientar que ainda hoje há uma grande carência de materiais, e muitas vezes as pessoas não sabem aonde se dirigir para conhecerem sobre qual a forma correcta para os seus apelidos. Sem querer parecer pretensioso, ofereço um pequeno listado de alguns dos casos mais comuns de apelidos galegos detupardos juntamente com a sua correspondência galega (obviando casos singelos tipo Cuesta->Costa), que indico tanto na ortografia internacional do nosso idioma quanto na oficialista. Advirto que alguém pode levar uma (grata?) surpresa…

Ageitos -> Ajeitos (Axeitos); Ameijeiras -> Ameixeiras; Cabanillas -> Cabanelas; Collazo -> Colaço (Colazo); Cuevillas -> Covelas; Iglesias -> Igrejas, Eirejas (Igrexas, Eirexas); Lage -> Laje (Laxe); Meana->Meã (Meá, Meán); Mejide, Meijide -> Meixide; Merino-> Meirinho (Meiriño); Montero->Monteiro; Muñiz->Moniz; Núñez->Nunes (Nunes, Núnez); Otero->Outeiro; Quintana-> Quintã (Quintá); Ribera, Rivera e Ribero-> Ribeira e Ribeiro; Riego -> Rego; Seijas e Seijo->Seixas e Seixo; Sotillo, Sotelo-> Soutelo; Teijeiro -> Teixeiro; Villarino -> Vilarinho (Vilariño); Yáñez, Yánez, Llanes -> Eanes (Eanes, Eánez).

Menção à parte merecem apelidos como Ageitos ou Lage (incluídos na numeração anterior), cuja ortografia, mesmo sem ser estritamente correcta poderia ser aceite, mas não a sua pronúncia, que em nenhum caso pode nem deve ser como a do ‘j’ castelhano. É o mesmo que acontece com apelidos perfeitamente escritos como Janeiro, Cereijo ou Orjeira (Xaneiro, Cereixo, Orxeira) perfeitamente escritos mas incorrectamente pronunciados. É claro, sempre haverá imb

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REL:
Repete 100 vezes: “antes de galeguizar, exemplo devo dar” (artigo neste blogue)
Que dirám…

  • Anonymous

    Para máis información, un instrumento de axuda na net é:

    //www.xenealoxia.org

    Recoméndoa

  • dedoscomovermes

    Nom sei nos vossos casos mais a mim sugerirom-me que o informe filológico estivesse em bilíngue “porque senom iam ralentizar-me os trámites” -nom quem mo tramitou, mas as autoridades superiores- passeando a solicitude na procura de umha traduçom oficial. Figem tal, só que a versom espanhola era quase ilegível, dado o tamanho de letra que lhe pugem.
    Também que a mim admitirom-me o informe feito polo técnico de normalizaçom lingüística do concelho.

  • Anonymous

    Usas sempre “por suposto” e nom é correcto.

  • Galeguzo

    Obrigado, Anónimo! Este blogueiro quer que lhe corrijam as gralhas 🙂

    //gralhas.gzpt.org

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