O independentismo não é o problema, o problema é o espanholismo

epanholismo_perniciosoA pepeira corunhesa María Jesús Sainz perguntou nas Cortes espanholas sobre os movimentos violentos galegos com fins independentistas. Se a pergunta tem o seu aquele, a resposta do Governo espanhol vai na mesma linha de malícia.

Segundo o Executivo espanhol, os movimentos independentistas de carácter violento têm pouco apoio social e por isso não representam “uma ameaça à itnegridade territorial” nem ao “ordenamento constitucional”.

Mália a essa aparente indiferença, na resposta detalha-se que os Cuerpos y Fuerzas de Seguridad del Estado dispõem de pessoal especializado para fazer um “seguimento específico”. Desde logo, haverá pessoas mal-pensadas que pensem que por trás desse seguimento haja tarefas de espionagem, violação da privacidade ou abuso de autoridade… mas todas e todos sabemos que neste Estado democrático não acontece nada disso.

Acontece, porém, que há amplas manifestações de espanholismo (mesmo violento) que não merecem qualquer atenção policial, judicial ou dos partidos políticos patriótico-espanhóis. Será que não interessa persegui-los?

Como bem dizia Castelão, acho que são mais perigosos para la Unidad de la Patria os radicais espanholeiros do que os independentistas. A fim de contas, os independentistas temos desejos de cortar as ligações que nos atam a este Estado, mas é que os ultras espanholistas, longe de nos atrair, reforçam essa gana por liquidar (no bom sentido da palavra) Espanha.

liquidar | v. tr. | v. int.

v.tr. / fazer liquidação de; pagar; saldar; apurar;
v. int. / encerrar transacções comerciais; vender mercadorias por baixo preço;
fig. / ficar inutilizado.
Fonte: dicionário da Priberam.

Acho que já vai sendo hora de deixar de lado essa hipocrisia. Todas e todos sabemos que a Imaculada Constituição consagra a Nación Española, o direito do Exército espanhol para esmagar os movimentos de insubmissão contra o espanholismo, a primazia da língua castelhana sobre todas as demais e a obriga (disfarçada de direito) para todos os cidadãos para serem cada vez mais espanhóis e menos de outra cousa. E é que falar galego está bem como anedota ou folclorismo, mas vai por diante das pessoas a ideia da Espanha, Patria común e indivisible de todos los españoles (PCEIDTLE).

www.000webhost.com