O galego deve manter-se na segunda divisão?

pinhoncitoGraças ao jornal oficial do Reino da Galiza sabemos que a Congapa, em clara concordância com o PPdeG, prefere que o galego continue na segunda divisão linguística. Para exemplarizar as minhas afirmações, e evidenciar que não as tiro de contexto, cito textualmente informação do periódico (o negrito é meu):

Da mesma opinión mostrouse onte o portavoz da Congapa, Constantino Iglesias, para quen “é bo que o galego estea presente no ensino pero non queremos que o castelán quede como segunda lingua“. Iglesias considera positiva “a obriga de saber falar galego”, pero sen que “sobrepase o castelán, respectando o dereito dos pais”, puntualiza. O portavoz da Congapa propón que se realicen “campañas para facer entender á sociedade a necesidade de tirar polo noso, non partindo das leis” xa que, na súa opinión, “as imposicións non chegan nunca a bo fin”.

A ignorância é muito atrevida e o cinismo é bem daninho. Como Jack ‘O Destripador’, imos por partes:

  • Como se pode aumentar o uso do galego sem recorrer a leis? Deixando-o na boa vontade dos professores (como nos últimos 30 anos)? Deixando-o talvez ao bom critério de associações como a Congapa?
  • Como se pode falar ao mesmo tempo de estar de acordo com a promoção do galego e ao mesmo tempo impor o limite de “sem que ultrapasse o castelhano”? É que no hipotético caso de o uso do galego aumentar, cumpriria freá-lo?
  • Acaso sou eu o único que vê nestas afirmações uma defesa explícita de que o galego deve ficar numa segunda divisão das línguas, sem possibilidade de aceder à primeira?

Nem sei, mas eu não vejo muita diferença entre as afirmações da Congapa e o que se fazia nos últimos tempos do Ditador, em que não se proibia explicitamente o ensino em galego, mas era altamente não recomendável.

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