Precariedade laboral, censura, manipulação e inocência: meios de comunicação e mocidade

fórum orbservatório meiosSair do âmbito académico para pôr em relação investigadores, meios e moços; pôr em contacto investigadores e associações profissionais de todo o mundo e contribuir para a divulgação de trabalhos, experiências e iniciativas. Com estes três objectivos básicos é que parte o Fórum Internacional sobre Comunicação e Mocidade que organiza o Observatório Galego dos Meios, iniciativa nascida ao abeiro do CPXG.

No texto introdutório do fórum menciona-se o seguinte:

A relación da mocidade cos medios de comunicación de masas non é un fenómeno novo, aínda que a bibliografía dispoñíbel non sexa tan extensa como sería de supoñer nunha área de tal importancia para a sociedade. Certo é que existe unha cantidade de estudos considerábel, mais a meirande parte deles abordan a cuestión dende a perspectiva da interación das mozas e os mozos cos medios de comunicación, en especial cos audiovisuais e nomeadamente coa televisión. Ou dito doutro xeito, estes estudos abordan os usos que os mozos e mozas fan dos medios e as consecuencias que supoñen para a súa identidade e modos de comportamento.

observatório meiosDá toda a impressão de que o fórum está organizado para ver como os moços de-fora-do-jornalismo percebem a profissão e os meios de comunicação. E, digo eu, onde aparecerá a visão dos jovens que estamos (para bem e para mal) dentro-do-jornalismo? Acho que o encontro ficaria coxo, muito coxo, se não contar também com essa visão importante.

Espero que ninguém tenha medo ou reparo à hora de aceitar comunicações que falem sobre a precariedade laboral, da censura ou da manipulação da que são objecto muitos jovens que se iniciam na profissão jornalística. Provavelmente o principal problema seja o da precariedade; de cobrar por 30 horas de trabalho semanal enquanto a carga real é de 40, de ‘tragar’ todos os festivos trabalhando, de afrontar responsabilidades que não lhes correspondem, demora excessiva nos pagamentos…

Os jovens jornalistas que andam dispersos por toda a Galiza trabalhando nas delegações comarcais de meios importantes podem dar testemunho desta realidade. Eu acho óptimo que se vá tratar sobre a identidade, valores e modelos, usos dos meios, códigos deontológicos ou educação, mas julgo este tema de muito interesse. Ou será que esta á uma realidade que não interessa?

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