11-S: a CRTVG muda de rosto

O vindoiro 11 de setembro, a CRTVG (“Compañía de Radio/Televisión de Galicia”) mudará, mais uma vez, a sua imagem corporativa. Anteriores câmbios foram apenas na linha do conservadurismo, sendo ligeriríssimas as alterações.

Desta volta, porém, e aproveitando a queda do fraguismo, propõe-se uma mudança radical que afectará, sobretudo, o rosto mais visível da companhia: o logótipo da TVG (“Televisión de Galicia”).

Muito tempo passou já desde aquele primeiro logo azul com uma imensa gaivota (ou era um “V” ;^) de formas esquisitas. Posteriormente, também há já vários anos, decidiu-se uma mudança conservadora que recortou as formas desse “V”/gaivota, e mudou o azul escuro polo branco de contornos azuis, muito mais sóbrio e estético.

A maior parte dos cidadãos e das cidadãs não perceberam que as alterações afectaram também o logótipo da Rádio Galega. Como :: logo velho da Rádio Galegajá dissera eu acima, as mudanças são “para o rosto visível” e, neste caso, o que mais se “vê” é a TVG.

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Isso, por não falarmos de que também diferiram os logótipos da própria companhia, se bem este habitualmente apenas aparece nas comunicações internas da CRTVG ou nas comunicações aos meios, outras empresas ou instituições que faz o ente público galego.

Como dizia, desta vez a mudança na imagem corporativa vai ser radical. Tudo vai mudar, desde a tipografia às cores.

E já não só veremos as mudanças nos logótipos, veículos da empresa ou microfones, mas também, por exemplo, nos decorados dos informativos. Assim, a cor azul (a.k.a. “azul pepeiro”), dará passo a tons vermelhos (a.k.a. ‘vermelho Cuatro’ ou ‘vermelho sociata’).

Ninguém ficará indiferente face a esta renovação (ou, melhor, ‘revolução’) que a própria CRTVG está a difundir em diversos meios. O curioso (ou nem tanto) é que todos os seus esforços de publicitação foram para anunciar (ou ‘sugerir’) as alterações iconográficas da TVG (o “rosto visível”), como já disse.

Em diferentes pontos do país é fácil ver cartazes dizendo “mira… e verás”, que é praticamente idêntico ao velho lema “achega-te… e verás”, que andava por aí na Era Popular.

Serão para melhor os câmbios? Eu, nem sei, mas o que tenho claro é que as mudanças não podem ser simples lavados de cara: cumpre ir para lá, comper com os velhos vícios e proceder também a uma renovação técnica e a uma renovação de conteúdos. Cumpre, em muitos sentidos, uma autêntica revolução. Já se viram indícios de algo diferente. Agora só falta confirmá-lo.

Relacionado: “A Galega, nem TVG nem Telegaita“, em Chuza!

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