Outras formas de relacionamento

Social NetworkAtopava-me o outro dia batendo papo com uma pessoa que não conheço fisicamente, mas com a qual tenho trocado muitas opiniões. Não é nada do outro mundo, mas a tod@s nos passa nestes tempos que correm. Por exemplo, é algo que me passa constantamente cada vez que participo em Chuza.

E foi nestas que me veio a pergunta filosofal e perguntei: “os que nem são amigos nem conhecidos, mas chateias de quando em quando ou debates num foro e trocas ideias, o que vêm sendo?

A minha interlocutora tinha-o bem claro: “para mim são conhecidos; conhece-los de falar com eles e pouco mais”. A verdade é que isto é certo, mas dá-se a circunstância de que com muitos desses conhecidos, às vezes, falas ou concordas mais que com os teus próprios amigos. Não se tratará de um termo médio? Não será que se trata de uma nova forma de relacionamento?

Ante esta implicação sócio-evolutiva, a pessoa do outro lado do ecrã apostilou: “nem há trato nem relação”. Permiti-me discordar porque, comentei, “nalguns casos falas mais e concordas mais que com gente com a qual te levas”. Esta apreciação minha recebeu boa resposta: “é o que tem ir renovando… conhecidos??

Se calhar sim. É possível que não sejam novas formas de relacionamento, mas um termo médio do que já existe, e parte de um processo de renovação: igual que renovamos amigos, se calhar o relacionamento electrónico apenas seja renovar conhecidos. Nem sei. Eu, por enquanto, sigo com esta dúvida e-existencial.

E vós que dizeis, minhas conhecidas e meus conhecidos ;^)?

Nota: post dedicado a María (obrigado pola conversa!)

  • XM Carreira: Caixa do Mendinho

    A min tamén me pasa. Especialmente porque na cidade onde me criei, A Coruña, non é doado encontrar xente cun espírito galeguista. Onde estou agora non se fala galego e a net é unha maneira de non perder o contacto coa terra.

  • marykinha

    Boas noites meu ben querido “conhecido”. Primeiro de todo, darche as grazas pola conversa do outro día e que sepas que alédame moito saber que ao final, cumpliches co de adicar un post ao famoso tema dos conhecidos.

    Por outra banda, decirche que é posibel que a diferenza entre un amigo e un coñecido, sexa o trato diario e que no caso dos ciberamigos, o único nexo está nos temas de conversa, mentras que na amizade, xa profundizamos en máis cousas e a pesar de haber discrepancias, que as hai!!

    Sento non contestar antes, pero estiven vagueando por Foz e pola Mariña Galega e estiven “descolgada” de todo o mundo relacionado coas ¿¿Novas?? Tecnoloxías.

    Beijaos

  • JL

    Os amigos são nesta coisa da net uma categoria à parte. É uma patente da qual ninguém pode ser despromovido – o amigo raramente passa a conhecido, ainda que possa passar a inimigo 😉

    Já o caso contrário é deveras aquele que é mais curioso. Há conhecidos que podem em dado momento ser passados a amigos, mas neste caso sou levado a concordar com a moça: é necessário trato e relação.

    Os seres humanos têm existência física e isso é-nos indissociável, caro conhecido.

  • Uz

    Caros Xosé Manuel, Maria e João Luc,

    a verdade é que os vossos pontos de vista são muito intessantes.

    Acho que estamos diante de uma questão de profundo calhado filosófico que se topa enraizada entre a tradição das relações sociais e as novas perspectivas que abre a popularização das tecnologias.

    Prometo repensar tanto as afirmações do meu post quanto pensar nas vossas respostas. Quem sabe, talvez me anime num futuro próximo a resgatar a questão.

    NOTA: por suposto, este fio de comentários segue aberto e disposto a continuar com o debate sobre a matéria 😉

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