Como um elefante numa cacharraria

Francisco Cacharro PardoCom este título pode-se resumir a trajectória de Francisco Cacharro Pardo à frente da Deputação Provincial de Lugo. Durante o seu domínio absoluto em terras lucenses, o senador pepeiro assobalhou quaisquer indícios de disidência interna e de oposição externa.

O seu melhor aval: o dinheiro, a moreias, para premiar os seus fiéis e marginar os infiéis. A sua maior força: a rede clientelar de captação de sufrágios no rural. A sua ruina: a perda de favor dos barões pepeiros e a rede de nepotismo e de corrupção descobertas recentemente pola Fiscalia. Um dos últimos episódios (que, curiosamente, é também dos mais velhos) tem a ver com vestígios do passado.

Trata-se da gestão do encoro de Belessar. A Justiça acaba de determinar que Cacharro Pardo cobrou ilegalmente a vários concelhos um cânone energético sobre a água por este encoro, com o qual a Deputação se apropriou indevidamente de uns 18 milhões de euros que devia ter investido nos concelhos afectados polo encoro.

Curiosamente, apenas o concelho de Chantada ousara perguntar por esse dinheiro, e fizera-o com os nacionalistas galegos no poder. Porém, com o regresso do PP à Câmara municipal, volveu o esquecimento, mas não para a Justiça.

Vendo a situação, não posso mais que compartilhar as palavras citadas por Muxu em Chuza:

Aleluia! Sonou a flauta! Curioso que de todos os concelhos afectados apenas o de Chantada tenha aberto a boca…porqué será? Mágoa que se finalmente algún día se cobran eses cartos, cousa que dubido ben, non se empreguen no único que compensaría o que foi o xenocidio do encoro de Belesar: voalo en anacos á saúde da condesa de fenosa.

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