Galescolas

Galescola de SalzedaOntem estivem no encerramento do congresso do PP na Estrada. Mesmo apesar de ter levado de recordo para a casa um auto-colante que me ‘credita’ como “compromisario” (sic), que ninguém se assuste: não passei ao lado escuro da força ;p

Estivem nesse evento, como começava, e escuitei a ex-ministra Ana Pastor clamar contra as galescolas, que seica vão ikastolizar os picarinhos galegos e convertê-los em sabe Deus quê.

Também Núñez Feijoo criticou a iniciativa por, supostamente, romper a pax fraguiana instaurada no que diz respeito da língua (o bilingüismo anémico esse), e que o modelo não garantirá que todos os nenos saibam falar os dous idiomas oficiais da Galiza.

Eu, mesmo apesar de ter menos formação que os citados responsáveis do PP, permito-me discrepar humildemente destas sentenças em base a dous pontos:

1) Quem conhece, na Galiza, alguém menor de 30 anos que tenha nascido no país e não saiba falar castelhano?

2) Segundo os últimos dados feitos públicos por Política Lingüística, entre 10 e 20 por cento dos nenos não sabem falar galego.

Por outra parte, também no mesmo evento, Pastor sublinhou que o anúncio da Junta não é tanta novidade, já que na era Fraga se inauguraram ou começaram a construir ao redor de 80 escolas infantis.

Já, já sabemos todos que era muito freqüente nessa época encetar obras… mas finalizá-las é uma outra questão bem diferente!

  • marykinha

    Non é por meterme en política, mais algunha cousa quew dixo Ana Pastor é certa, moitas das obras das que o PSdG-PSOE está levando o mérito, foron iniciadas polo PP e outras tantas que estaban iniciadas polo PP, o PSdG-PSOE négase a rematalas, según eles por falta de cartos (ja!)… é sempre o mesmo, a pescada que se morde a cola!
    Sobre o do galego no ensino… a día de hoxe a meirande parte dos galegos (menores e maiores de 30 anos) falan o castelán a perfección, e aínda que non o falen, calquera de nós, falemos o que falemos, comprendemos e entendemos calqueira das dúas linguas, así que son xeitos a riza-lo rizo!
    Ao mellor deberan de deixarse de tanta normativa e de cambiala cada dous por tres, porque iso sí que provoca que a xente non fale galego nin se interese por falalo.
    En fin… politicadas varias!

  • Uz

    Como dizia, muitas obras fôrom iniciadas polo PP, mas é discutível que o PP reivindique esse facto, já que, como dixem, COMEÇAR é uma cousa e FINALIZAR é outra bem diferente.

    Por exemplo, o PP COMEÇOU umas obras de saneamento da infra-estrutura rural na minha freguesia há 3 anos. Até o momento, o único que fijo foi pôr um letreiro (“Aqui estamos fazendo… taltaltal”).

    Se agora (imaginemos!) a Junta enviasse pessoal e maquinária realizar-nos essas obras, creio que seria injusto que o PP pretendesse levar méritos, já que, a fim de contas, os que se movêrom fôrom outros. Está bem ter iniciativas, mas palavras sem factos são papel molhado.

    Como diziam os romanos, ‘facta, non verba’ (factos, não palavras).

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