Traição do PSC: vingança da CiUmenta

ESTATUT-DAUTONOMIA-DE-CATALUNYAOntem não figem mais que escuitar em todas as televisões as ameaças veladas à Esquerra Republicana de Catalunya (sobretudo do PSC) para abandonarem o Govern.

Incrível. Parece que do PSC esquecêrom que pola vez primeira governam na Catalunha, e que o fazem graças à ERC. De facto, não foi o PSC quem escolheu a ERC, mas ERC o PSC: lembremos que o partido presidido por Carod-Rovira foi pretendido tanto polo PSC quanto pola CiU.

Converència i Unió. Este partido merece um tratamento particular, já que em nenhum momento conseguiu encaixar que ERC ignorara os seus cantos de sereia para ir fazer família com o PSC. Rejeitada, CiU não fijo mais que trabalhar na sombra para dinamitar o Govern (custe o que custar) para governar.

Os que estão ao dia da política catalana já sabem bem do partido cínico que é a CiU, capaz de vender-se ao espanholismo do PP para continuar governando ou depois beijar (sem língua) o independentismo e seduzir a ERC e ainda, rejeitada, lamber o trasseiro político ao PSOE (e, por inércia/obriga, ao PSC).

Esquerra defendeu em todo momento umas ideias e negociou e negociou para que a maior parte dessas acabassem num texto, o Estatut II, que embora prescindisse de muitas das propostas dos republicanos, ao menos servia-lhes («per a un cert temps i una estabilitat més o menys prolongada»). Porém, das Cortes espanholas não saiu aprovado o Estatut II, mas um Estatut IIb.

A ERC renunciou a muito para aprovar o texto saído da Catalunha, mas o saído de Madrid é francamente irreconhecível para os republicanos: bem pouco se lhe parece. Portanto, por que teria a ERC de secundá-lo? Fazê-lo seria o mesmo que renunciar aos seus princípios e nenhum partido pode ou deve estar obrigado a isto.

Na minha opinião, se algúem deve deixar o seu posto deveriam ser os do PSC, já que traírom os seus sócios de governo ao apoiarem o texto madrileno. O que ficou desse «aprobaremos el texto que salga de Catalunya»? Auga de castanhas.

A ERC mantivo uma postura coerente até a chegada do texto a Madrid, e se algo se lhe pode botar na cara é a abstenção e não o voto contra. Porém, rectificar é de sábios e agora propugnarão o voto contrário. Se CiU e o PSC fossem tão conseqüentes, nenhuma das duas formações poderia governar a Generalitat. Veremos como lhe-lo compensam os eleitores e eleitoras da Catalunha nos vindouros comícios.

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