Reintegracionismo colonizador

imagem cantares vaqueirosOs reintegracionistas são/somos colonizadores inversos?

Seguramente a frase não é a mais adequada. Eu proporia contra-colonizadores, e em boa sintonia vaqueira advogaria pola descolonização mental do país, como primeiro passo para não se assustar por certas cousas.

O primeiro passo da descolonização seria perceber os diferentes matizes de uma palavra tão ambígua como ‘colono’. Se alguém não reparou, nos dicionários de diferentes países tem conotações diferentes. Provai a mirar no dicionário de um estado-unidense, no de um inglês ou no de um palestiniano…

Eis a definição de ‘colono’ do meu dicionário de cabeceira:

do Lat. colonu

s. m., aquele que faz parte de uma colónia;colonizador;
cultivador;
aquele que desbrava o solo;
povoador.

Na Galiza, o reintegracionismo desempenha um papel de dignificação da língua, como o colono que desbrava e cultiva o solo. Um labor exercido enquanto paralelamente existe uma colonização (“fazer de um país uma colónia”) que leva a gente para pensar que é normal o que não é normal e que o que é normal não é normal.

Por exemplo, um labor colonizador que fai com que muita gente creia que é normal que um galego não possa desenvolver as suas pontencialidades na língua na que pensa, que a sua filha será mais guapa falando castelhano ou que as desigualdades sociais se diluirão através do uso de uma língua que na maior parte dos casos nem se sabe falar (ya te lo tenía dicho yo).

Continuará…

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