Quem deixa de ser amigo, nunca amigo foi

Seguindo com o latinismo e complementando o post anterior, um lostregaço de madeira de uz ao presidente da FEMP, Paco O’Revázquez. Este ‘senhor’, por chamá-lo de algum jeito, continua a ser a mosca colhoeira do seu partido. Realmente, isso importa-me bem pouco. Contudo, alguém teria de mirar se compensa tê-lo ou não, mais que nada para evitar que me dê a risa cada vez que ouço que o S do PSOE vem de ‘socialista’.

Mui pouca gente se atreve a levar-lhe a contrária ao sujeito acima mentado, mas alguém vem de fazê-lo desde o seio do seu próprio partido. Por sinal, esse alguém não foi Emilio Pérez Touriño, futurível presidente da Junta da Galiza após as eleições. Foi Odón Elorza, alcaide donostiarra, quem não teve reparos em criticar a atitude do corunhês e (olho!) até de demandar a sua demissão como presidente da FEMP.

Acho que a vinculação do burguês Vázquez ao PSOE é por relação interesseira que por vocação. As suas constantes discrepâncias, por exageradas e continuadas, não se podem enquadrar na lógica objecção de consciência ou na liberdade de expressão que têm de primar sobre a disciplina de partido. É nos momentos importantes quando um vê onde estão os verdadeiros amigos. E quando um amigo deixa de sê-lo em tais momentos, a resposta a qualquer incógnica suscitada está na sua própria atitude. Amicitia quae desiit, nunquam vera fuit.

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